FBI investiga atentado contra a ONU no Iraque

Os agentes do FBI iniciaram nesta quarta-feira, entre os escombros da sede da ONU em Bagdá, as investigações sobre o atentado que deixou pelo menos 20 mortos e uma centena de feridos. Após prosseguirem durante toda a noite as buscas por sobreviventes em meio a paredes derubadas e ferros retorcidos, as operações se transformaram em uma extenuante procura por corpos de vítimas ainda não contadas. Soldados dos EUA mantêm severa vigilância no local em meio às entradas e saídas de caminhões levando entulho. Para a remoção desse entulho, as equipes de resgate são ajudadas por equipamentos pesados.?Ainda há muitos desaparecidos?, disse Veronique Taveau, porta-voz do Coordenador Humanitário da ONU. Os funcionários da ONU foram orientados a permanecer em casa, e o secretário-geral Kofi Annan deverá reunir esta tarde tarde o Conselho de Segurança para discutir novas medidas de proteção aos trabalhadores da organização no Iraque. Ao contrário das forças de ocupação americanas, as equipes das Nações Unidas têm sido bem recebidas pela maioria dos iraquianos e ainda não há uma indicação clara de quem está por trás do ataque à sede em Bagdá, nem qualquer grupo assumiu sua autoria. ?Ainda não sabemos se foi um ataque suicida. A polícia iraquiana está ocupada com sua investigação e estou certo de que quando tiver alguma informação o chefe de polícia, Ahmed Ibrahim, irá anunciá-la?, disse o chefe da administração americana, Paul Bremer. ?Há pela menos duas hipóteses?, relatou Bremer à televisão NBC, dizendo que uma se refere aos grupos fiéis a Saddam e outra a insurgentes vindos de outros países.Enquanto muitos países manifestaram receio de que ocorram mais ataques e outros sugeriram que as forças americanas desocupem o Iraque, o presidente chinês, Hu Jintao, pediu que as Nações Unidas continuem em sua missão de reconstruir o país e o chanceler alemão, Gerhard Schroeder, atribuiu o ataque a ?forças que não querem que a reconstrução do Iraque ocorra em paz e liberdade?. O conselho de governo interino iraquiano, que atribuiu o atentado a membros do antigo regime de Saddam ajudado por militantes estrangeiros, decretou três dias de luto.

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