REUTERS/Carlos Barria
REUTERS/Carlos Barria

FBI investiga vazamento pelo WikiLeaks de dados da CIA

Governo quer saber como o site obteve informação sobre as operações de hackeamento de celulares e TVs inteligentes

O Estado de S.Paulo

08 de março de 2017 | 20h14

WASHINGTON - Uma investigação criminal foi aberta sobre a publicação de documentos que detalham as operações de espionagem da CIA contra celulares, carros e TVs, disseram nesta quarta-feira funcionários do governo americano à rede CNN. 

A investigação, realizada de forma conjunta por FBI e CIA, busca descobrir como o WikiLeaks obteve os documentos e se eles foram entregues por funcionários ou terceirizados da agência de inteligência. Os funcionários disseram que os documentos parecem ser verdadeiros, mas não souberam dizer se foram adulterados. 

A Casa Branca informou que o presidente Donald Trump ficou “extremamente preocupado” com a publicação da informação de que a CIA estaria hackeando telefones e até mesmo veículos e televisores com tecnologia para se conectar à internet. 

O governo teme que o WikiLeaks divulgue informações críticas sobre como a CIA conduz suas operações. Autoridades dos EUA destacaram que os métodos de espionagem descritos nos documentos são legais para operações no exterior. Também advertiram que parte do material descreve programas que ainda estão sendo desenvolvidos pela comunidade de inteligência.

Referindo-se ao fato de Trump ter elogiado o WikiLeaks quando o site divulgou e-mails de Hillary Clinton, o porta-voz da Casa Branca, Sean Spicer, destacou nesta quarta-feira que há uma grande diferença entre divulgar e-mails pessoais e informação confidencial. Durante a campanha, quando o site divulgou e-mails de Hillary, Trump disse: “Eu amo o WikiLeaks”. 

Danos. A Apple e a Samsung prometeram nesta quarta-feira reparar rapidamente toda as vulnerabilidades de seus produtos após o WikiLeaks revelar que a CIA criou vários dispositivos maliciosos capazes de hackear iPhones e TVs inteligentes. Segundo os documentos divulgados na terça-feira, a CIA explora as debilidades nos sistemas de hardware e software – sem informar aos fabricantes as vulnerabilidades em questão. 

 “Apesar de nossa primeira análise indicar que muitas das questões reveladas já foram reparadas no último sistema operativo, continuaremos trabalhando para resolver rapidamente qualquer vulnerabilidade que identificarmos”, disse a Apple em comunicado. “Sempre pedimos aos usuários que baixem o último sistema operacional para garantir que o sistema de segurança esteja atualizado.”

A Samsung divulgou um comunicado similar. “Proteger a privacidade dos usuários e a segurança de nossos dispositivos é prioritário para a Samsung”, disse a empresa sul-coreana. A gigante Microsoft, também afetada por meio de seu dispositivo Windows, reconheceu a gravidade da situação por meio de u comunicado: “Estamos a par da revelação e a estamos revisando”. /AFP

 

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