FBI negociará libertação de capitão detido por piratas somalis

Navio de guerra vai a área onde embarcação dos EUA foi capturada; tripulação assumiu o controle do barco

Agências internacionais,

09 de abril de 2009 | 15h08

Especialistas em negociação de reféns do FBI foram chamados para apoiar as negociações pela libertação do capitão americano em poder de um grupo de piratas somalis em um bote salva-vidas no Oceano Índico. O capitão Richard Phillips foi detido depois que sua tripulação, de 19 americanos, tomou o controle do cargueiro Maersk Alabama, sequestrado horas antes por quatro piratas.

 

O navio de bandeira americana Maersk Alabama, de propriedade da empresa dinamarquesa Moller-Maersk, levava ajuda humanitária para Mombasa, no Quênia, quando foi interceptado. Entre a carga da embarcação estavam 400 contêineres com comida e insumos materiais para agricultura, dos quais 232 eram do Programa Mundial de Alimentos da ONU. O navio de guerra USS Bainbridge seguiu nesta quinta para a região, segundo informaram fontes oficiais citadas pela rede de televisão CNN. Acrescentaram que outros seis ou sete navios também navegam para o lugar, mas não esclareceram a envergadura ou o ponto de onde zarparam.

 

Ken Quinn, segundo oficial do Maersk Alabama, disse por telefone à CNN que os 20 membros da tripulação estão tentando conseguir a libertação do capitão, ao oferecer alimentos aos sequestradores como resgate. Quinn acrescentou que os quatro piratas e o capitão estão no bote salva-vidas, após os atacantes terem afundado a própria embarcação quando chegaram à embarcação cargueira com bandeira americana. O segundo oficial disse que a tripulação conseguiu prender um pirata e mantê-lo detido por 12 horas, e que o libertou depois em troca da entrega do capitão, mas o acordo não funcionou.

 

"A Marinha chamou negociadores do FBI para a ajudar nas negociações com os piratas somalis e eles estão plenamente concentrados nesta tarefa", explicou em nota o porta-voz da polícia federal americana, Richard Kolko. A secretária de Estado dos EUA, Hillary Clinton, afirmou nesta quinta que o bote que transporta os piratas e o refém americano estaria ficando sem combustível. O vice-presidente dos EUA, Joe Biden, afirmou que o país está trabalhando "contra o relógio" para resolver o sequestro de Richard Phillips. As declarações foram feitas horas depois de o presidente Barack Obama se negar a fazer qualquer comentário sobre o assunto.

 

Só nos primeiros meses deste ano, oito navios foram sequestrados na região, que liga o Oceano Índico ao Mar Vermelho e é usada por navios que viajam entre a Europa e a Ásia. No ano passado, piratas tomaram o controle de dezenas de embarcações, conseguindo obter milhões de dólares em resgates. Cerca de 15 navios de várias bandeiras - incluindo 3 americanos - patrulham a área para ajudar a combater a pirataria.

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