FBI ocultou documentos sobre assassino de Oklahoma

Os advogados de Timothy Mc Veigh, condenado à morte por injeção letal pelo assassinato de 168 pessoas na explosão de um edifício federal em Oklahoma, EUA, em 19 de abril de 1995, estudam pedir adiamento da execução de sua sentença, marcada para o próximo dia 16. Isso porque o Federal Bureau of Investigation (FBI) admitiu a retenção de cerca de 200 documentos, que nunca chegaram às mãos dos advogados de McVeigh. O Departamento de Justiça dos EUA emitiu uma declaração em que afirma que "um número determinado de documentos do FBI devia ter sido entregue aos advogados em 1997, durante a fase de investigação". O Departamento não acredita que os documentos possam contestar a responsabilidade de McVeigh no atentado, mas está preocupado com o fato de que os advogados possam não ter tempo hábil para analisar e tomar decisões. Uma fonte do FBI, que preferiu não ser identificada, afirmou que o erro foi descoberto enquanto estavam juntando caixas contendo provas sobre o caso para serem armazenadas."Estamos considerando todas as opções", afirmou uma dos advogados, Nathan Chmabers, depois de receber a documentação, que contém uma série de entrevistas realizadas depois da explosão do edifício, informou o jornal El País. Chambers disse que já entrou em contato com McVeigh na penitenciária de Terra Haute, Indiana, para informar-lhe sobre o assunto. Afirmou ainda que não sabe se os documentos poderiam ser favoráveis a um pedido de apelação. McVeigh havia orientado seus advogados para não apelarem e concordava que sua sentença fosse executada na data marcada pela Justiça. Agora, com o surgimento destes documentos, ele teria dito que "vai pensar e tomará uma decisão do que se deve fazer".Timothy McVeigh, um soldado de 34 anos condecorado na Guerra do Golfo, admitiu sua culpa pelo atentado e disse a seu pai que não sentia nenhum arrependimento. Segundo ele, a decisão atendia "não a uma questão pessoal, mas a uma causa maior".

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.