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FBI pagou mais de US$ 1 milhão para desbloquear iPhone de terrorista da Califórnia

Polícia federal americana recorreu a hackers para obter acesso a dados de casal que cometeu ataque em San Bernardino

O Estado de S. Paulo

21 Abril 2016 | 20h13

LONDRES - O FBI, a polícia federal dos EUA, pagou mais de US$ 1 milhão a um hacker por uma ferramenta para desbloquear o iPhone que pertenceu a um dos terroristas do atentado de San Bernardino, na Califórnia, em dezembro de 2015, que terminou com a morte de 14 pessoas.

A informação foi dada pelo diretor do FBI, James Coney, em um fórum de segurança em Londres. Ele não precisou a cifra exata, mas disse apenas que o montante pago era mais do que ele deve ganhar no órgão pelos próximos sete anos. O salário anual de Coney é de US$ 128 mil, o que daria cerca US$ 1,26 milhão.

"Pagamos muito pela ferramenta", disse Coney. "Mas valeu a pena."

O FBI acessou o telefone de Rizwan Farook que, com sua mulher Tashfeen Malik, foi responsável pela morte de 14 pessoas em dezembro na Califórnia, após um longo litígio legal durante o qual a Apple se negou a prestar ajuda.

A empresa alegava que, se atendesse ao pedido de colaboração do governo, colocaria em risco a privacidade de todos os seus aparelhos. 

Segundo o Washington Post, o FBI entrou em contato com os hackers, que acharam um defeito de software não conhecido até então e repassaram a informação aos agentes para que estes criassem uma peça de hardware que lhes permitisse acessar o celular.

O método permitiu aos investigadores atacar o código pessoal de quatro dígitos sem ativar um mecanismo de segurança usado pela Apple, fabricante do aparelho, que teria eliminado todo o conteúdo do telefone caso fossem introduzidos códigos incorretos mais de 10 vezes. / EFE e Dow Jones


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