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FBI vai investigar morte suspeita de mulher negra

Sandra Bland, de 28 anos, foi encontrada morta em uma cela; ela foi ameaçada por um policial e detida por uma infração leve de trânsito

O Estado de S. Paulo

22 de julho de 2015 | 20h19

WASHINGTON - A secretária de Justiça dos EUA, Loretta Lynch, informou ontem que FBI supervisiona as investigações sobre o caso de Sandra Bland, uma jovem negra de 28 anos encontrada morta na cela de uma prisão do Texas no dia 13. Três dias antes, ela foi detida após ser abordada pelo agente Brian Encinia em razão de uma infração de trânsito em Prairie View, no Texas.

Segundo Lynch, além de o FBI acompanhar as investigações, o Departamento de Justiça aguarda os laudos sobre a morte de Sandra que, de acordo com a versão oficial do caso, teria se matado com uma sacola plástica numa cela da prisão para a qual foi levada – versão contestada pela família, que pede uma ampla investigação.

Além das circunstâncias da morte de Sandra, outras duas polêmicas envolvem o caso: as autoridades do Texas divulgaram duas versões do vídeo gravado pela câmera da viatura policial utilizada por Encinia na abordagem a Sandra.

Nas primeiras imagens, de terça-feira, há uma espécie de falha entre os minutos 25 e 33, no qual algumas imagens parecem se repetir. Ontem, uma nova versão do registro da câmera da viatura, três minutos mais curta, foi divulgada.

A possível falha levou a família de Sandra e especialista a questionarem se a polícia do Texas teria, de alguma forma, tentado editar o vídeo no qual Encinia ameaça Sandra com uma pistola elétrica aos grito de “vou te fritar” depois de a jovem se recusar a apagar um cigarro e a sair de seu carro.

Além disso, em entrevista à agência Reuters, o xerife do Condado de Waller, Glenn Smith, afirmou que quando foi interrogada após a prisão, Sandra afirmou que tinha tentado cometer suicídio no ano passado. “No questionamento inicial, logo que ela foi trazida para a delegacia, ela disse que tinha tentado se matar”, disse Smith.

De acordo com o advogado da família de Sandra, Cannon Lambert, os parentes da mulher têm conhecimento das declarações do xerife, mas não tiveram acesso aos registros do caso. “A família não tem nenhum evidência de que ela tentou se suicidar, disse Lambert em Chicago, onde moram os parentes de Sandra.

A família afirma que ela estava feliz com o novo emprego na Universidade de Agricultura e Mecânica de Prairie View e não tinha tendências suicidas. / NYT, EFE, REUTERS e AP

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