Mikhail Alaeddin / Sputnik via AFP
Mikhail Alaeddin / Sputnik via AFP

FBI vai participar de investigação sobre explosões no Líbano

Agência americana vai trabalhar junto de investigadores libaneses para identificar as causas da explosão

Redação, O Estado de S.Paulo

13 de agosto de 2020 | 12h38

Beirute - O FBI vai trabalhar com investigadores libaneses e internacionais para esclarecer as causas da explosão que devastou o porto de Beirute na semana passada. O anúncio foi feito pelo diplomata norte-americano David Hale nesta quinta-feira, 13.

"Quero anunciar que o FBI vai juntar forças com investigadores libaneses e estrangeiros muito em breve, depois de receber um convite do Líbano", anunciou Hale durante uma visita às áreas destruídas em Beirute.

As explosões do dia 4 de agosto provocaram destruição e deixaram mais de 170 mortos no Líbano, provocando a revolta de uma população massacrada pela crise econômica e insatisfeita com sua classe política. Protestos de rua, que já ocorriam antes da tragédia e tinham perdido intensidade com a pandemia do novo coronavírus, voltaram a ocorrer, culminando na renúncia do primeiro-ministro Hassan Diab e de sua equipe.

A comunidade internacional tem coordenado esforços para auxiliar o país após a catástrofe, com a França liderando uma coalizão internacional. União Europeia, Estados Unidos e Brasil já enviaram auxílio médico e técnico para viabilizar o combate à crise no país do Oriente Médio.

Até o momento, a causa da explosão não foi comprovada, apesar de indícios fidedignos apontarem que a destruição é resultado da combustão de 2.750 toneladas de nitrato de amônio, substância usada em bombas e fertilizantes, que estavam armazenadas em um hangar no porto de Beirute.

Segundo a rede televisão do Catar Al-Jazira, a análise de registros e documentos públicos mostra que altos funcionários libaneses sabiam há mais de seis anos que o nitrato de amônio estava armazenado no Hangar 12 do porto de Beirute. E que eles estariam cientes dos perigos que isso representava.

Dias após a explosão e com o aumento da pressão popular contra a classe política, o presidente do país, Michel Aoun, que já havia mencionado o produto inflamável como causa da catástrofe, mencionou a possibilidade de uma ação externa, sem mencionar o país ou grupo terrorista que teria causado a explosão./ Com informações da AFP

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