REUTERS/Khaled Abdullah
REUTERS/Khaled Abdullah

Fechamento de embaixadas causa protestos contra houthis no Iêmen

Apoiado pelo Irã, movimento rebelde xiita tomou a capital Saana e derrubou governo sob a justificativa de querer se livrar da corrupção

O Estado de S. Paulo

11 de fevereiro de 2015 | 15h38

Iemenitas da cidade de Taiz e da capital Sanaa realizaram nesta quarta-feira, 11, as maiores manifestações até o momento contra o domínio de uma milícia xiita depois que Estados Unidos, Grã-Bretanha e França fecharam suas embaixadas no Iêmen por conta dos temores de segurança.

Rebeldes armados do grupo Houthi apreenderam mais de 20 veículos dos EUA após o embaixador e diplomatas deixarem o país, informou a equipe local à Reuters. Funcionários da embaixada já haviam destruído armas, computadores e documentos, acrescentaram as fontes.

Apoiado pelo Irã, o movimento Houthi chamou a tomada de poder de “revolução” e diz querer livrar o país da corrupção e do perigo econômico.

Há tempos o Iêmen está na linha de frente da guerra liderada pelos EUA contra a Al-Qaeda, mas a aliança de longa data entre Washington e Sanaa parece estar encerrada por hora.Na terça-feira, os EUA interromperam o trabalho em sua embaixada e retiraram seu corpo diplomático, e Grã-Bretanha e França seguiram o exemplo nesta quarta-feira.

Os funcionários da representação alemã disseram que sua missão também está se desfazendo de documentos sigilosos e que fechará em breve.

Os houthis, que ocuparam Sanaa em setembro e assumiram o poder formalmente na semana passada, são agressivamente anti-americanos, e entoam “Morte à América” em suas passeatas. Seu líder, Abdel Malik al-Houthi, também criticou o que chama de interferência ocidental no Iêmen.

“Ações unilaterais recentes interromperam o processo de transição política no Iêmen, criando o risco de que uma retomada da violência ameace os iemenitas e a comunidade diplomática em Sanaa”, declarou porta-voz do Departamento de Estado dos EUA, Jen Psaki. / REUTERS

Tudo o que sabemos sobre:
Iêmen

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.