Fechar a rota dos Bálcãs ‘não resolve o problema’, diz Merkel

Fechar a rota dos Bálcãs ‘não resolve o problema’, diz Merkel

Corredor usado por milhões de refugiados que buscam chegar ao norte da Europa foi fechado na quarta-feira após Eslovênia decidir que não deixaria passar mais imigrantes por seu território

O Estado de S. Paulo

10 de março de 2016 | 11h51

BERLIM - A chanceler alemã Angela Merkel afirmou nesta quinta-feira, 10, em uma rádio local, que fechar a rota dos Bálcãs, utilizada pelos refugiados que viajam rumo à Europa “não resolve o problema”.

“O problema não se resolve tomando uma decisão unilateral”, disse Merkel à rádio pública MDR. “Precisamos de uma boa decisão para os 28 países membros da União Europeia.”

“Esta situação não é nem sustentável e nem perene”, acrescentou. “Pessoalmente, penso que a decisão unilateral da Áustria e dos países dos Bálcãs faz com que menos refugiados cheguem, mas coloca a Grécia em uma situação muito difícil”, destacou a chanceler.

“Se não pudermos chegar a um acordo com a Turquia, a Grécia não poderá suportar o peso (migratório) por muito tempo”, afirmou Merkel.

A rota dos Bálcãs, um corredor pelo qual passam milhões de refugiados que buscam chegar ao norte da Europa, foi fechada na quarta-feira após a Eslovênia decidir que não deixaria passar mais imigrantes pelo seu território.

Travessia. Cinco afegãos, incluindo duas crianças e um bebê de seis meses, morreram afogados durante a noite no Mar Egeu tentando alcançar a Grécia, à medida que a Turquia começou a implementar um acordo fechado com a União Europeia para conter a imigração ilegal.

O número de imigrantes que se arriscam em travessias marítimas perigosas até agora não tem mostrado sinais de queda desde que Ancara acertou o acordo com o bloco europeu na segunda-feira, segundo o qual tentará conter o fluxo em troca de financiamento e recompensas políticas.

O ministro da Turquia para a União Europeia, Volkan Bozkir, disse que o acordo, sob o qual Ancara concordou em receber de volta todos os imigrantes irregulares, não se aplica para aqueles que já chegaram às ilhas gregas. O número de pessoas devolvidas deve ultrapassar a casa dos milhares ou dezenas de milhares. /AFP e REUTERS

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