Ferido, ministro sírio é levado para o Líbano

Fontes dizem que é grave o estado de saúde de chefe da pasta do Interior, vítima de atentado na semana passada; ONU pede US$ 1,5 bi em ajuda

DAMASCO, O Estado de S.Paulo

20 de dezembro de 2012 | 02h01

O ministro do Interior da Síria, Mohamed Ibrahim al-Shaar, chegou ontem ao Líbano para receber tratamento médico depois de se ferir em um atentado a bomba, há uma semana. O quadro de saúde da autoridade do primeiro escalão do regime de Bashar Assad é grave, segundo as fontes libanesas que revelaram a notícia. Rebeldes sírios disseram que os ferimentos são leves.

Shaar estava no Ministério do Interior, no coração de Damasco, quando o complexo foi atacado por insurgentes com um carro-bomba e outros dois explosivos colocados no portão. A ação ocorreu na semana passada e o governo sírio não divulgou informações sobre o estado de saúde do ministro.

Em meio à piora da crise humanitária na Síria, a ONU afirmou ontem que será preciso mais US$ 1,5 bilhão para fornecer auxílio básico a civis vítimas do conflito. A organização estima haver um milhão de refugiados do conflito sírio vivendo em cinco países da região.

As Nações Unidas alertaram ainda para o crescente risco de a crise síria contaminar o Líbano, que passou por uma devastadora guerra sectária nos anos 80 e 90. O subsecretário de Assuntos Políticos da ONU, Jeffrey Feltman, disse que muitos libaneses estão lutando tanto ao lado de Assad quanto dos rebeldes. "Isso viola a política de 'distanciamento' do governo libanês e coloca, cada vez mais, o Líbano em risco", disse Feltman.

O diplomata também afirmou também que o contrabando de armas e a violência na região de fronteira estão mais frequentes. "A situação no Líbano continua profundamente atada ao conflito na Síria", completou.

Terror químico. Em entrevista à Associated Press, o novo comandante militar do Exército Sírio Livre, general Salim Idris, disse temer que o regime de Assad use armas de destruição em massa contra a população. Idris, que desertou em julho, afirmou que os insurgentes não têm poder para tentar capturar os arsenais.

O general fez um novo apelo para que as potências ocidentais se envolvam mais no conflito sírio. Com apoio externo, segundo ele, Assad cairia em "três meses". / AP e REUTERS

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