Feridos em tiroteio em escola nos EUA estão em estado crítico

Segundo hospital, duas meninas e um menino estão em estado "muito crítico" por apresentar vários ferimentos na cabeça; dois dos atingidos eram primos do atirador

O Estado de S. Paulo

25 de outubro de 2014 | 17h10

SAN FRANCISCO - Três dos quatro estudantes que ficaram feridos em um tiroteio na sexta-feira, 24, em um instituto de ensino médio do Estado de Washington, no qual morreram dois alunos, seguem em estado crítico, informaram neste sábado, 25, os hospitais nos quais estão internados.

Duas meninas de 14 anos e um menino de 15 anos encontram-se em estado "muito crítico" por apresentar vários ferimentos na cabeça e os próximos três dias "serão cruciais" para determinar sua evolução, indicaram os porta-vozes dos dois centros médicos para os quais foram transferidos os menores.

O quarto aluno ferido, um menino de 14 anos, segue em estado "grave" no hospital, mas sua vida não corre risco.

Na sexta-feira, um estudante do instituto Pilchuck de Marysville, ao norte de Seattle, disparou e matou uma aluna e feriu outros quatro estudantes (duas mulheres e dois homens) enquanto lanchavam na cafeteria do centro escolar. Ele cometeu suicídio depois. 

A polícia informou neste sábado que a arma usada no tiroteio foi uma pistola de calibre 40 e que, além dos quatro feridos, foram atendidos outros dois levemente feridos no mesmo instituto.

As duas meninas em estado crítico permanecem internadas no Centro Médico Providence de Everett, enquanto os dois rapazes, ambos primos do suposto autor dos disparos, foram transferidos ao Centro Médico Harborview de Seattle.

Várias testemunhas do tiroteio indicaram aos meios de comunicação que o suposto autor dos disparos foi o aluno de primeiro ano Jaylen Fryberg, algo que a polícia não confirmou por enquanto.

O jornal The Seattle Times publicou a versão de um estudante, segundo a qual, uma das pessoas que receberam os disparos foi uma menina por quem Fryberg se sentia atraído, mas que não era correspondido.

Outros vários estudantes do instituto e um familiar do suposto autor dos disparos apontaram também nas redes sociais uma decepção amorosa como o motivo que levou Fryberg a realizar o ataque.

Os companheiros de Fryberg, que pertencia à tribo de nativos americanos Tulalip, o descreveram como um menino "popular" que jogava no time de futebol americano e tinha sido eleito recentemente "príncipe" em um baile do instituto. / EFE

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