AP Photo/Farah Abdi Warsameh
AP Photo/Farah Abdi Warsameh

Somália recorre a ajuda internacional para feridos de atentado

Turcos e cataris enviam aviões para recolher feridos mais graves do ataque de sábado, que matou 315 pessoas

O Estado de S.Paulo

17 Outubro 2017 | 13h38

MOGADÍSCIO - Três dias depois do pior atentado na história da Somália, o país conta com ajuda externa para tratar feridos e recuperar-se do ataque, que deixou ao menos 315 mortos. Na noite de segunda-feira, um avião com 35 pessoas que ficaram feridas no atentado pousou no Aeroporto de Ancara, na Turquia, onde ambulâncias estavam preparadas para transportar as vítimas. 

O primeiro-ministro somali, Hasan Ali Khaire, disse ontem que o país precisa do apoio do mundo todo para se recuperar do atentado duplo, ocorrido em Mogadíscio, a capital do país. 

+Quem estaria por trás do mega atentado na Somália?

Além de transferir os feridos mais graves para Ancara, o governo turco enviou cem médicos para trabalhar em hospitais locais no atendimento às vítimas. O Catar também enviou um avião para transferir outros 40 feridos para Cartum, a capital do Sudão. O Quênia, país vizinho à Somália, além de retirar 31 feridos, se comprometeu a enviar 11 toneladas de insumos médicos, que se juntarão a um avião de ajuda humanitária enviado pelos Estados Unidos. 

O governo americano também enviou a Mogadíscio uma equipe de investigadores para analisar as explosões que provocaram o atentado. 

“Estamos muito felizes de receber apoio do governo americano”, disse o governador de Banaadir, Thabit Abdi Mohamed.Etiópia e Djibouti são outros dos países que prometeram ajudar a Somália.

Mobilização

 O governo somali, que não controla plenamente o país, conseguiu montar com auxílio turco postos de doação de sangue para as vítimas em diversos pontos do país. As primeiras aeronaves com as doações chegaram à capital na tarde de ontem. 

No local do atentado, 500 soldados do Exército somali trabalhavam na retirada de escombros, onde cinco novos corpos foram encontrados. O Ministério da Informação afirmou que o governo redobrará os esforços contra os terroristas do Al-Shabab, principal suspeito pelo ataque. Os militantes não reivindicaram o atentado./EFE

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