Michel Villa/AFP
Michel Villa/AFP

Ferimentos são típicos ‘de guerra’, diz médico

Mais de 220 feridos estavam sendo atendidos em 15 hospitais de Bruxelas e entorno

Andrei Netto, ENVIADO ESPECIAL e Renato Machado, ESPECIAL PARA O ESTADO / BRUXELAS, O Estado de S. Paulo

22 de março de 2016 | 21h06

O atendimento aos mais de 220 feridos nos ataques de Bruxelas movimentou nesta terça-feira 15 hospitais na capital e no entorno. Em diferentes unidades de saúde, familiares procuravam até o início da noite informações sobre pessoas desaparecidas. O clima de consternação e revolta em frente aos hospitais foi substituído pela apreensão com o passar das horas.

No hospital Saint-Luc, na periferia próxima ao aeroporto de Zaventem, 25 pacientes recebiam atendimento médico – uma em estado grave. No saguão, a reportagem presenciou a chegada de parentes e amigos em busca de notícias de uma pessoa desaparecida.

Segundo Renaud Mazy, diretor-geral do hospital, o atendimento aos pacientes é atípico. “Após bombas e ataques como o que conhecemos em Bruxelas, os ferimentos são típicos de guerras. São membros atingidos ou arrancados, queimaduras e ferimentos causados pelas explosões, além de lesões auriculares”, explicou.

No Hospital Erasmus, ligado à Universidade Livre de Bruxelas, pelo menos 15 feridos recebiam atendimento, vítimas da explosão no vagão que estava na estação Maelbeek. Oito deles estão em estado grave e passam por cirurgias.

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