Carolina Antunes/Presidência do Brasil/EFE
Carolina Antunes/Presidência do Brasil/EFE

Fernández sugere nova data para encontro com Bolsonaro no Uruguai

Possível reunião entre os presidentes de Brasil e Argentina, cuja possibilidade foi levantada por Bolsonaro na quarta-feira, criou a expectativa de um sinal de distensão entre os dois países 

Redação, O Estado de S.Paulo

13 de fevereiro de 2020 | 19h51

BUENOS AIRES - O presidente da Argentina, Alberto Fernández, lançou dúvida nesta quinta-feira, 13, sobre seu comparecimento em 1º de março, à posse do presidente eleito do Uruguai, Luis Lacalle Pou, mas disse que buscará uma forma de se encontrar com o presidente brasileiro, Jair Bolsonaro.

"Não sei se posso ir porque nesse dia são inauguradas as sessões ordinárias do Congresso aqui na Argentina, diante das quais devo fazer um discurso", explicou Fernández em entrevista à rádio Rivadavia. "Se não puder viajar nesse dia, vou propor (a Bolsonaro) viajar no outro dia para vê-lo", acrescentou. 

A possível reunião entre os presidentes de Brasil e Argentina criou a expectativa de um sinal de distensão entre os dois países. 

Na quarta-feira, Bolsonaro propôs ao ministro das Relações Exteriores da Argentina, Felipe Solá, em visita ao Brasil, uma reunião bilateral com Fernández no Uruguai, à margem da posse de Lacalle Pou. 

"Estou interessado em conversar com Fernández", reiterou Bolsonaro na quinta-feira, acrescentando que "atrasará o máximo possível" seu retorno de Montevidéu "para conversar com os outros chefes de Estado". 

Bolsonaro apoiou abertamente no ano passado o então presidente, Mauricio Macri, que buscava a reeleição, mas foi derrotado por Fernández, um peronista de centro-esquerda, que já defendeu o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva diversas vezes. O presidente brasileiro não foi à posse de Fernández. 

Por outro lado, Fernández revelou nesta quinta-feira que em algum momento do an" viajará para se encontrar com o presidente dos EUA, Donald Trump

A posse de Fernández, em dezembro, contou com a presença de Lacalle Pou, que já era presidente eleito, e Tabaré Vázquez,  atual presidente do país. Também compareceram os líderes do Paraguai, Mario Abdo Benítez, e de Cuba, Miguel Díaz-Canel.

Para a posse de Lacalle Pou, segundo a imprensa uruguaia, nem Nicolás Maduro (Venezuela), nem Daniel Ortega (Nicarágua), e nem Díaz-Canel foram convidados. Segundo o futuro ministro das Relações Exteriores do Uruguai, Ernesto Talvi, "a definição que fizemos em termos políticos é que claramente nem a Venezuela, nem Cuba, nem Nicarágua são hoje democracias completas".

"Se esse é o argumento, eles estão tendo um erro de avaliação", lamentou o ministro das Relações Exteriores do atual governo uruguaio (Frente Ampla, de esquerda), Rodolfo Nin Novoa. "Temos relações com esses países. De qualquer forma, eles farão o que quiserem sobre isso, mas terá consequências ", alertou o atual chanceler./AFP

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.