Festa em Berlim terá representação de queda de muro

Uma celebração repleta de emoção e simbolismo marcará hoje os 20 anos da queda do Muro de Berlim. Uma fila de mil réplicas de isopor de partes do Muro, de 2,5 metros de altura, pintadas por crianças das escolas berlinenses e dispostas ao longo de 1,5 quilômetro entre a Porta de Brandenburgo e a Potsdamer Platz, cairá como um dominó. A primeira peça será empurrada por Lech Walesa, ex-líder do sindicato polonês Solidariedade, e pelo ex-primeiro-ministro húngaro Miklós Németh, que permitiu em 1989 que milhares de alemães orientais fugissem para a Alemanha Ocidental através de seu país. Os alemães consideram que, sem os dois, o Muro não teria caído.

AE, Agencia Estado

09 Novembro 2009 | 07h43

Como fez há 20 anos, a chanceler Angela Merkel, originária da Alemanha Oriental, atravessará de novo a passagem da Rua Bornholmer, a primeira que se abriu naquela noite. "O 9 de novembro de 1989 é o dia mais belo da história recente da Alemanha", disse Merkel em seu vídeo semanal, publicado no sábado em seu site. "Esse dia mudou a vida de muita gente, e também a minha."

Participarão da festa, orçada em 5 milhões de euros, a secretária de Estado norte-americana, Hillary Clinton, o primeiro-ministro britânico, Gordon Brown, e os presidentes da França, Nicolas Sarkozy, e da Rússia, Dmitri Medvedev, além do então dirigente soviético, Mikhail Gorbachev. A prefeitura de Berlim espera o comparecimento de 100 mil pessoas.

A cerimônia começará às 18 horas (15 horas em Brasília), com um concerto ao ar livre da orquestra da Ópera do Estado de Berlim, regida pelo maestro e pianista israelense de origem argentina Daniel Barenboim, que vive em Berlim. Em seguida se apresentarão a banda americana Bon Jovi, com sua nova canção We weren?t born to follow ("Não nascemos para seguir"), e o DJ Paul van Dyk, também originário da Alemanha Oriental, que compôs uma música para o evento.

Os políticos farão discursos e depois os dominós serão derrubados, em meio à explosão de fogos de artifício. Milhares de pessoas deverão formar uma corrente ao longo do antigo traçado do Muro, que foi completamente demolido. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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