Festa na Bolívia após a renúncia do presidente

Logo após a confirmação da renúncia do presidente boliviano Gonzalo Sánchez de Lozada, os bolivianos deixaram de lado os protestos, que já duraram 32 dias e provocaram dezenas de mortes, e fizeram uma grande festa nas ruas da capital La Paz. O vice-presidente Carlos Mesa, jornalista de 53 anos, deve assumir o cargo até a convocação de novas eleições. Sánchez de Lozada ficou no poder por 14 meses.O assessor de Assuntos Internacionais da Presidência da República do Brasil, Marco Aurélio Garcia, que foi à Bolívia, havia dito horas antes, ao sair de reunião com o líder do partido Nova Força Republicana (NFR), Manfred Reyes Villa, que o Brasil quer contribuir para impedir mais derramamento de sangue. "Vim escutar o que os bolivianos têm a dizer", disse o assessor do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, em rápida entrevista à imprensa internacional.Reyes Villa retirou seu partido da coalizão governista nesta sexta-feira, desferindo o que pode ter sido o golpe de morte na administração de Sánchez de Lozada. Ele afirmou, após a reunião com Garcia, que o Brasil é o vizinho mais forte e tem grande identificação com a Bolívia, e, com isso, pode atenuar a crise. Até agora, o número de mortos nas manifestações contra Sánchez de Lozada supera os 60, segundo organismos de defesa dos direitos humanos. Presidente da Bolívia renuncia Líder da oposição boliviana diz que aceitará posse do vice Manifestantes ameaçam invadir Congresso boliviano EUA mandam equipe de militares à Bolívia ONU suspende distribuição de alimentos na Bolívia Presidente da Bolívia diz que não renuncia Varig mantém vôos para La Paz suspensos até segunda Professor relata experiência na Bolívia Avião com brasileiros pousa em Campo Grande Assessor de Lula tem agenda apertada na Bolívia O futuro sombrio da Bolívia Brasil e Argentina enviam missão à Bolívia nesta sexta-feira Dezenas de milhares mantêm protestos na Bolívia ONU denuncia "excessos no uso da força" na Bolívia Lozada aceita referendo sobre questão do gás EUA resgatam estrangeiros de La Paz Conflito na Bolívia deixa mais dois mortos

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