Festejo invade madrugada em áreas palestinas

Várias horas antes da votação na Assembleia-Geral da ONU, cidades palestinas já festejavam ontem, nas ruas, o reconhecimento da Palestina como Estado observador. Quando o resultado foi anunciado, a comemoração se multiplicou na madrugada local. Tiros para o alto eram ouvidos em várias cidades palestinas.

RAMALLAH, CISJORDÂNIA, O Estado de S.Paulo

29 de novembro de 2012 | 23h50

Em Ramallah, na Cisjordânia, centenas de pessoas realizaram um ato na Praça Arafat em apoio à iniciativa do presidente da Autoridade Palestina, Mahmoud Abbas, com apresentações musicais e uma forte demonstração de unidade das distintas facções palestinas.

Dirigentes políticos dos movimentos Fatah - liderado por Abbas -, Hamas, Jihad Islâmica e Frente Popular para a Libertação da Palestina (FPLP) subiram juntos ao palco para apoiar o pedido de elevação do status da Palestina na ONU de "entidade observadora" para "Estado observador não membro". O povo exibia bandeiras palestinas e da Fatah e, no palco, um grande cartaz dizia "Estado da Palestina-ONU" sobre uma imagem de Jerusalém e os rostos de Abbas e do líder histórico Yasser Arafat.

Festa e música. Várias outras cidades cisjordanianas abrigaram eventos de comemoração, como passeatas de membros da organização juvenil de escoteiros e apresentações de bandas musicais. No município cristão de Beit Jala, próximo a Belém, cerca de 4 mil alunos da escola luterana Talita Kumi percorreram as ruas com um livro que prepararam para lembrar o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, "sobre a situação dos palestinos".

Os festejos populares chegaram a seu apogeu às 23 horas locais (19 horas de Brasília), quando o presidente Abbas fez a apresentação formal do pedido palestino na Assembleia-Geral. O discurso foi transmitido ao vivo por grandes telas localizadas nas principais praças das cidades da Cisjordânia. Curiosamente, em Belém, o discurso foi projetado sobre o muro construído por Israel a partir de 2003, que desde então a separa de Jerusalém. A Organização de Libertação da Palestina (OLP) também havia convocado comemorações na Faixa de Gaza, governada pelo Hamas. / EFE

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