FHC condena terrorismo e os excessos das forças israelenses

O presidente Fernando Henrique Cardoso reiterou a preocupação do Brasil com a crise no Oriente Médio, no discurso durante almoço oferecido pelo governo brasileiro ao presidente da Polônia, Aleksander Kwasniewski, em Foz do Iguaçu. "Repudiamos sem meias palavras tanto o terrorismo que atinge impiedosamente a população civil, quanto a reação desmesurada e irracional ao terrorismo.", afirmou presidente. "Condenamos o uso excessivo da força pelas autoridades israelenses, que coloca todo um povo em uma situação de humilhação e não contribui para o esforço de reconciliação e de superação dos ressentimentos do passado", ressaltou. Para o presidente, a principal tarefa neste momento é superar o peso do passado sobre o presente e encontrar "a forma e a coragem de construir o futuro". "Há situações em que é preciso mais coragem para fazer a paz do que para fazer a guerra", disse Fernando Henrique. Segundo ele, o Brasil, cuja população inclui comunidades de origem árabe e israelita, espera que os líderes do Oriente Médio tenham essa grandeza e coragem. "O mundo não pode ficar de braços cruzados diante de um problema dessa gravidade e que não se pode construir uma ordem internacional duradoura sem o encaminhamento justo com segurança para todos de conflitos que ainda atingem a Palestina e o Estado de Israel" acrescentou. Ele reafirmou que o Brasil está disposto a ajudar na solução desse conflito, na medida de suas possibilidades.Fernando Henrique Cardoso destacou as relações comerciais entre Brasil e Polônia. Segundo ele, o Brasil e a Polônia realizam esforços dentro da democracia e da liberdade para levar adiante seu progresso econômico e social e que apesar dos compromissos regionais nada impede a cooperação entre os dois países. "Isto porque nossas regiões não são ilhas, nem têm vocação de ser fortalezas inexpugnáveis de proteção comercial. Ao contrário, são mecanismos que combinam o aprofundamento da integração com a abertura aos fluxos econômicos no âmbito global", afirmou. Durante a visita a Fos do Iguaçu, os dois presidentes participaram da cerimônia de assinatura de atos que permitirão o intercâmbio de plantas e animais.

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