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Nilton Fukuda/Estadão
Nilton Fukuda/Estadão
Rodrigo Cavalheiro, correspondente/BUENOS AIRES, O Estado de S. Paulo

01 de novembro de 2015 | 19h35

BUENOS AIRES - Em entrevista ao jornal La Nación publicada neste domingo, 1, o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso se disse animado com o resultado obtido pelo conservador Mauricio Macri no primeiro turno da eleição argentina. 

"Não porque tenhamos as mesmas ideias, mas porque o que foi feito nos últimos tempos, com Cristina Kirchner, foi desastroso. Seria muito positiva uma mudança. E se uma vitória da oposição argentina repercutir ainda na eleição legislativa da Venezuela, seria uma maravilha." Macri ameaçou no mês passado, caso seja eleito, denunciar o governo de Nicolás Maduro pela cláusula democrática do Mercosul se o opositor Leopoldo López não for libertado.

O ex-presidente brasileiro deu ainda algumas orientações a Macri, que obteve 34,6% dos votos, ante 36,8% de Daniel Scioli. A primeira é aproveitar a força conquistada no primeiro turno - o governo esperava vencer sem segundo turno. A segunda seria não menosprezar alianças, principalmente com o ex-kirchnerista Sergio Massa, que teve 21,3% e já disse esperar que Scioli não vença. "Tem de ter cuidado para não provocar ódio e manter o discurso de unidade", recomendou. A última dica para Macri seria prestar atenção aos gestos, fazer com que as pessoas o sintam perto, para vencer o preconceito de que pertence à classe alta.

Sobre a política brasileira, FHC afirmou que a solução ideal para a crise seria a renúncia da presidente Dilma Rousseff, algo que ele diz não acreditar que ocorra. Ele falou também sobre seu sucessor, Luiz Inácio Lula da Silva, a quem acusou de ter sido absorvido pela "política brasileira tradicional, clientelista, corporativista e ideológica". FHC considerou Lula, que fez campanha para Scioli em Buenos Aires em setembro, "o pai da crise atual".

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