FHC diz que redução do racionamento foi técnica

O presidente Fernando Henrique Cardoso rebateu nesta sexta-feira as críticas disparadas por especialistas da área de energia e de empresários contra a decisão do governo de reduzir as metas de racionamento de eletricidade para os moradores das cidades turísticas das Regiões Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste, as capitais estaduais e o Distrito Federal. FHC enfatizou que a determinação seguiu "critérios técnicos" e que atende à situação possível neste momento. "Ouvi gente e críticas do outro lado também, que disseram que o governo se precipitou, que não era o momento ainda (de reduzir as metas)", afirmou FHC. "Esses que fizeram essas críticas deviam informar-se melhor sobre os critérios técnicos - e foram técnicos - adotados para o governo tomar a decisão", completou, pouco antes de seguir para a inauguração da 11ª Reunião de Cúpula Ibero-americana. De acordo com decisão tomada quinta-feira pela Câmara de Gestão da Crise de Energia Elétrica (GCE), os consumidores residenciais das cidades turísticas e das capitais do Sudeste e do Centro-Oeste terão sua meta de racionamento reduzida de 20% para 7%. Nas do Nordeste, a economia será de 12%. Para as demais cidades, a atual meta passará para 2%, nos casos do Sudeste e Centro-Oeste, para 17%, no Nordeste, e para 5% no Norte. As regras não mudam para a indústria ou para o serviço público. A medida foi tomada como meio de estímulo ao turismo na época em que a atividade tende a prosperar mais em cada ano. Segundo o presidente, o País devia "estar muito contente" com a redução da meta de racionamento em dezembro, que foi o resultado da combinação do aumento do fluxo de água nos reservatórios das hidrelétricas e das medidas emergenciais adotadas. Entretanto, ele indicou que a medida pode ser revertida se o nível de chuvas melhorar ou piorar nos próximos meses. "Se for possível, mais adiante, se reduz mais (a meta de racionamento). Se for necessário, se aumenta. Isso não é questão de vontade. É questão de compreensão", declarou.

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