Fidel acusa governos e manda prender dissidentes

O presidente de Cuba, Fidel Castro, acusouos governos que pretendem votar contra Cuba na Comissão deDireitos Humanos da ONU em Genebra de "atuarem como uma máfiasob pressão dos EUA". Ele fez a afirmação horas depois que sua polícia deteve algunsdos mais conhecidos dissidentes do regime cubano e impediu umencontro entre outros em uma casa particular. "Há muito cinismo na política internacional, e (algunspaíses) crêem que nos amedrontam com suas miseráveis manobras emGenebra", disse o governante ao inaugurar em Havana, nasexta-feira à noite, a Escola Internacional de Educação Física eEsportes. O líder cubano empregou sua mais dura retórica parafustigar os EUA, "que não castigam a malversação de bilhões dedólares por parte de políticos em muitas partes do mundo, nãocondenam o império da injustiça, o crime, (o fato de haver)crianças mendigando pelas ruas, os esquadrões da morte ouaqueles governos (de países) cujos índices de analfabetismo eprobreza assombram". Ao mesmo tempo, a polícia cubana voltou a atuar contraos dissidentes. Elizardo Sánchez, presidente da Comisão Cubana deDireitos Humanos e Reconciliação Nacional, informou ter sidoconduzido pela polícia a uma delegacia, onde foi advertido deestar "incentivando atos subversivos apoiados e subvencionadospelos imperialismo ianque". Sánchez e outro dissidente moderado, Osvaldo Alfonso Valdés, do Partido Liberal Democrático de Cuba,informaram que policiais e agentes de segurança rondaram umacasa em Havana onde haveria uma reunião de dezenas dedissidentes, e que a reunião acabou não se realizando.

Agencia Estado,

24 de fevereiro de 2001 | 20h06

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