Fidel adverte estudantes sobre os perigos do rum

Primeiro, o presidente cubano Fidel Castro deixou de fumar. Agora, o dirigente do país cuja qualidade do tabaco - e também do rum - é conhecida no mundo inteiro iniciou uma campanha contra a bebida. "Quantos danos não são causados pelo rum em qualquer sociedade?", perguntou Fidel na terça-feira a um grupo de estudantes de Medicina. "Quantas mortes se devem a acidentes ocasionados por bebida alcoólica?", indagou. O presidente pediu aos cubanos que celebrem as festas de Ano Novo ?sem rum?. ?Não que se vá estabelecer uma lei seca. Mas quem quiser comprá-lo pagará caro. Se há algo que posso assegurar é que neste país não se venderá charutos nem rum baratos", disse Fidel. A advertência contra a bebida foi parte de um discurso pronunciado perante um dos grupos favoritos de Castro - os milhares de bolsistas latino-americanos, em sua maioria de famílias pobres, que estudam na Escola Latino-Americana de Medicina de Havana, a convite do governo de Cuba. O dirigente cubano disse que a maioria dos médicos, "educados dentro de um conceito mercantilista", não estavam dispostos a renunciar a seus altos salários e seu conforto para experimentar "as horríves condições do Terceiro Mundo". Ele acrescentou que os atuais bolsistas foram educados dentro de "princípios verdadeiramente humanitários e não corrompidos pelas sociedades de consumo" e lhes pediu que fossem exemplos morais, prestando serviços em zonas rurais pobres ao regressarem a seus países, após se diplomarem em Cuba.

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