Alex Castro/cubadebate/Divulgação
Alex Castro/cubadebate/Divulgação

Fidel Castro alerta sobre guerras e mudança climática

Ex-líder cubano retoma artigos alertando para a 'marcha em direção ao abismo' em que estamos

Efe

06 de janeiro de 2012 | 07h14

HAVANA - O ex-presidente de Cuba Fidel Castro retomou suas "Reflexões" após quase dois meses de silêncio com um texto que alerta sobre as ameaças de guerra nuclear e os efeitos nocivos da mudança climática para a humanidade.

 

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O texto, publicado na quinta-feira, 5, pelo site oficial cubadebate, tem o título de "A marcha em direção ao abismo" e é divulgado após rumores de uma suposta piora do estado de saúde do líder cubano. O ex-mandatário de 85 anos, que se afastou do poder em 2006 devido a uma grave doença e o delegou a seu irmão Raúl Castro, não publicava seus textos desde 13 de novembro.

 

Desta vez, Fidel alerta a espécie humana caminha para seu fim e se refere à ideia de um juízo final, mas ressalta o "dever elementar de lutar para adiar e, talvez impedir, esse dramático e próximo acontecimento no mundo atual". "Diversos perigos nos ameaçam, mas dois deles, a guerra nuclear e a mudança climática, são decisivos e ambos estão cada vez mais longe de aproximar-se de uma solução", avalia.

 

Sobre as ameaças bélicas, assinala que "os riscos da explosão de uma guerra com uso de armas nucleares aumentam à medida que a tensão cresce no Oriente Médio, onde nas mãos do Governo de Israel se acumulam centenas de armas nucleares em plena disposição combativa".

 

Fidel critica também "o palavreado demagógico, as declarações e os discursos da tirania imposta ao mundo" pelos Estados Unidos e seus aliados e a "débil posição" de Washington no "delicado assunto" do escudo nuclear europeu.

 

O líder cubano censura ainda a postura dos EUA diante dos acordos estabelecidos sob o Protocolo de Kyoto, seu papel no "esbanjamento" dos recursos energéticos e como "promotor" de guerras, e adverte que o planeta "marcha hoje sem política" quanto aos problemas climáticos.

 

No entanto, Fidel afirma que o verdadeiro assunto que motivou seu novo artigo foi seu conhecimento da existência do "gás de xisto", e menciona dados sobre as reservas mundiais e a exploração desse recurso. O líder cubano avalia que são informações que "nenhum quadro político ou pessoa sensata devem ignorar" e detalha dados de estudos sobre os efeitos ambientais que pode provocar a exploração desse combustível. 

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