Fidel Castro critica viagem latino-americana de McCain

Ex-líder cubano diz que republicano quer 'enganar' os latino-americanos; senador visitará Colômbia e México

REUTERS

01 de julho de 2008 | 13h28

O ex-presidente cubano Fidel Casto criticou a viagem do candidato republicano à presidência dos Estados Unidos, John McCain, à Colômbia e ao México e disse, em um artigo publicado nesta terça-feira, 31, que o político dos EUA pretende enganar os latino-americanos. McCain inicia nesta terça um giro pela Colômbia e México, numa tentativa de mostrar sua capacidade em política exterior, como parte da campanha para a eleição presidencial de novembro.       Veja também:McCain prioriza comércio em viagem a Colômbia e México Obama x McCain  Conheça a trajetória dos candidatos Cobertura completa das eleições nos EUA  "McCain, um homem que não é conhecido como devoto piedoso, pensa que rezando na Basílica de Guadalupe (no México) enganará aos católicos, protestantes, brancos, negros, índios e mestiços nos países onde a pobreza extrema cresce a dia a dia", disse Castro em um texto divulgado no site oficial Cubadebate. O candidato republicano se reunirá durante sua viagem com o presidente colombiano, Álvaro Uribe, e o mexicano, Felipe Calderón, com os quais falará sobre comércio, narcotráfico e imigração.   Afastado do poder desde que ficou doente há quase dois anos, Fidel descreveu McCain como o candidato dos "falcões do império" e o acusou de ter vínculos com a "máfia terrorista" de exilados cubanos em Miami. No texto datado de 30 de junho, o ex-presidente cubano criticou também a política imigratória dos EUA, que oferece vantagens aos cubanos que emigram ilegalmente. Fidel descreveu a decisão do governo norte-americano de autorizar 20 mil cubanos a emigrar anualmente para os EUA como um "sacrifício" feito por Cuba "em nome da reunificação familiar." Os que emigram ilegalmente pelo mar ou através de outros países, como o México, cometem uma "falta desprezível de ética," disse. "É o roubo descarado de cérebros e de braços produtivos que nossa pátria. Em sua luta heróica, tem o dever de combater com firmeza," afirmou Fidel, referindo-se à emigração ilegal através do México, tendo os EUA como destino. Fidel Castro, de 81 anos, foi substituído em fevereiro na presidência por seu irmão Raúl.   Muitos cubanos esperam que o novo presidente, que começou a eliminar algumas proibições, como a de hospedar-se em hotéis ou possuir telefones celulares, simplifique num prazo curto as restrições para viagens ao estrangeiro.

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