Fidel Castro não descarta possibilidade de EUA invadirem Cuba

O presidente de Cuba, Fidel Castro, não descarta a possibilidade de o líder americano George W. Bush ordenar a invasão de Cuba. Em entrevista publicada hoje pelo jornal venezuelano Ultimas Noticias, o repórter perguntou ao governante cubano se seu povo temia uma invasão liderada pelos Estados Unidos. Fidel Castro respondeu: "A gente ouve falar de tanta gente maluca... Quando essa pessoa é um chefe de Estado, não podemos descartar nenhum perigo."O líder cubano protagonizou na última segunda-feira uma rápida visita informal à ilha de Orchila, cerca de 150 quilômetros ao norte de Caracas, onde reuniu-se com o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, e avaliou com ele os planos de cooperação entre os dois países. "Os atos contra Nova York (em 11 de setembro de 2001) criaram condições favoráveis para aqueles que não têm senso comum e são mais violentos. Penso que Bush adquiriu alguma experiência e que aprenderá", comentou o líder cubano. Ele explicou que o cidadão americano "pensa e, à medida que o tempo passa, se convence cada vez mais que as posições extremistas (de Bush) não podem se impor".Fidel Castro comentou que às vezes observa "sintomas de senso comum e sabedoria, e assim chegará o momento em que compreenderão que o extremismo não é o caminho para a paz". Ainda segundo Fidel, a guerra promovida pelos EUA contra o Iraque "tratou-se de uma conquista, do controle total da mais importante das matérias-primas nos dias de hoje: o petróleo". Situação insustentávelEle comentou que os EUA atingiram o "máximo poderio que se pode conceber, mas isso criou uma situação insustentável e insuportável". Como conseqüência dessa situação gerada pelos EUA, "surgiram alguns fenômenos que vemos hoje no Uruguai, no Paraguai, na Argentina, na Bolívia e aqui na Venezuela". Ele não explicou a quais "fenômenos" se referia, mas comentou que "a América Latina está num caminho sem volta. A revolução chega quando se criam as condições objetivas".

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