Fidel Castro quebra silêncio e elogia Barack Obama

Em coluna 'Reflexões de Fidel', líder comenta honestidade de presidente e encontro com Cristina Kirchner

Agências internacionais,

22 de janeiro de 2009 | 06h36

 O ex-presidente de Cuba Fidel Castro elogiou a honestidade do presidente americano Barack Obama - que tomou posse na terça-feira - quebrando um silêncio de cinco semanas em sua coluna "Reflexões de Fidel". O encontro com a presidente da Argentina, Cristina Kirchner, e o artigo afastaram os rumores de que a saúde de Castro voltou a piorar. Ele normalmente publicava suas reflexões algumas vezes por semana, mas não divulgava um artigo desde 15 de dezembro, alimentando a especulação de que teria entrado em coma.   Veja também:  Íntegra do artigo de Fidel no site Cubadebate   Segundo a BBC, ao descrever seu encontro com a presidente argentina Cristina Kirchner, na coluna publicada no site Cuba Debate, Fidel comentou que conversou com ela sobre Obama e disse que "não tem, pessoalmente, qualquer dúvida sobre a honestidade com que Obama, o décimo-primeiro presidente desde 1º de janeiro de 1959 (data da Revolução Cubana) expressava suas idéias" no discurso da posse. Mas ele afirma que "apesar das nobres intenções", muitas perguntas permanecem sem resposta. "Por exemplo, me perguntava: como poderia um sistema desperdiçador e consumista por excelência preservar o meio ambiente", escreve Fidel. Fidel Castro ressaltou ainda a importância histórica para Cuba de que dez presidentes passaram pela Casa Branca nos últimos 50 anos, mas que "apesar do imenso poder deste país (Estados Unidos) nenhum deles conseguiu destruir a Revolução Cubana".   O ex-líder cubano, de 82 anos, que não aparece em público desde julho de 2006, detalhou que sua conversa com a governante argentina "durou 40 minutos" e que "a troca de ideias foi intensa e interessante". Fidel disse que Cristina "é uma pessoa de convicções profundas", e destacou que "não houve debates" durante a reunião com ela, que finalizou uma visita de três dias à ilha."Muitos outros aspectos de política nacional e internacional de Cuba e da Argentina foram abordados", afirmou Fidel, que, segundo Cristina, está "muito bem".

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