REUTERS/Alexandre Meneghini
REUTERS/Alexandre Meneghini

Fidel completa 89 anos e cobra 'indenizações milionárias' dos EUA

Em artigo publicado nesta quinta-feira pela imprensa oficial, ex-líder cubano diz também que 'nunca deixará de lutar pela paz e pelo bem-estar de todos os seres humanos'

O Estado de S. Paulo

13 de agosto de 2015 | 08h50

HAVANA - O ex-presidente de Cuba Fidel Castro relembrou que os Estados Unidos devem a Cuba indenizações milionárias pelos danos que a política americana causou contra a ilha, em artigo publicado nesta quinta-feira, 13, dia de seu 89º aniversário e na vésperas da visita do secretário de Estado dos EUA, John Kerry, a Havana para a reabertura oficial da embaixada americana.

"(Os EUA) devem a Cuba indenizações equivalentes aos danos, que chegam a vários milhões de dólares como denunciou nosso país com argumentos e dados irrefutáveis ao longo de suas intervenções nas Nações Unidas", escreve o líder da Revolução Cubana, em artigo divulgado pela imprensa oficial do país.

No texto, intitulado "A realidade e os sonhos", Fidel Castro afirma que Cuba não deixará nunca de "lutar pela paz e pelo bem-estar de todos os seres humanos, independente da cor da pele e do país de origem de cada habitante do planeta". EFE

"A igualdade de todos os cidadão (para o acesso) à saúde, à educação, ao trabalho, à alimentação, à segurança, à cultura, à ciência e ao bem-estar, isto é, os mesmo direitos que proclamamos quando iniciamos nossa luta, mais os que emanam de nossos sonhos de justiça e igualdade para os habitantes de nosso mundo é o que desejo a todos", escreveu o ex-líder cubano.

Os 89 anos de Fidel serão celebrados em Cuba com diversos atos culturais, além de homenagens - algumas das quais já aconteceram na quarta-feira. O presidente da Bolívia, Evo Morales, chegou na noite de quarta-feira a Cuba para celebrar o aniversário de Fidel na cidade de Birán, no leste do país.

Em seu artigo, Fidel não menciona expressamente a nova etapa nas relações da ilha com Washington nem a visita de Kerry a cuba, mas diz que depois da 2ª Guerra e do lançamento das bombas atômicas no Japão, os EUA passaram a ser o país "de maior riqueza e melhor armado na Terra, diante de um mundo destruído, repleto de mortos, feridos e famintos".

Na sexta-feira, Kerry chegará a Cuba no que será a primeira visita de um secretário de Estado dos EUA a ilha desde 1945 para presidir a cerimônia formal de reabertura e içamento da bandeira americana na embaixada em Havana. / EFE

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