Fidel convoca manifestação contra EUA em Havana

O presidente de Cuba, Fidel Castro, convocou uma mobilização em massa para terça-feira, dia 24, em frente à Seção de Interesses dos Estados Unidos em Havana (Sina), em resposta às "provocações" de Washington. A mobilização coincide com a data em que o governo americano deve se pronunciar sobre a situação do anticastrista e ex-agente da Agência Central de Informação dos EUA (CIA) Luis Posada Carriles, acusado por Havana de múltiplos atos terroristas.Em 24 de janeiro, "quando o status do feroz terrorista (Posada Carriles) será revisto, o povo da capital marchará, com toda sua impressionante massa revolucionária, disciplina e unidade em frente ao Escritório de Interesses do Governo fraudulento e bastardo de Bush, que constitui hoje a pior ameaça para a paz do mundo", disse Fidel em um discurso na televisão local.Fidel lançou duras críticas contra o governo de George W. Bush, chamando seus membros de "mentirosos, mentecaptos, descarados", e contra o chefe da Seção de Interesses dos EUA em Havana, Michael Parmly, a quem se referiu como "idiota, bandido", entre outros.Trata-se da reação do líder cubano à decisão de Washington de instalar em sua sede diplomática em Havana uma tela gigante onde são transmitidas mensagens, notícias e artigos da Declaração Universal dos Direitos Humanos.Segundo Fidel, as manifestação de terça-feira "às provocações do império serão absolutamente pacíficas, mas bateremos com toda a força de nossa moral e estaremos, ao mesmo tempo, dispostos a verter até a última gota de sangue diante qualquer agressão bélica do império brutal que nos ameaça". Fidel acusou Bush de proteger Posada Carriles, a quem qualificou de "repugnante personagem" que, segundo ele, foi posto em liberdade por pressões do atual presidente dos EUA, mediante indulto assinado pela ex-presidente do Panamá Mireya Moscoso, em 2004.

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