Fidel deseja um ´paro´ cardíaco a empresários da Venezuela

Acompanhado do colega cubano, Fidel Castro, o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, voltou a ameaçar o empresariado venezuelano, a quem acusa de tramar uma conspiração contra seu governo. "Não vamos permitir que alguém confunda democracia com libertinagem para fazer o que lhe venha em mente", afirmou o presidente venezuelano. Por sua vez, Fidel lamentou a vitoriosa greve geral desegunda-feira contra o "amigo" Chávez, convocada pelaFedecámaras (maior associação empresarial do país), com apoio daConfederação de Trabalhadores da Venezuela (CTV). "Gostaria queo próximo ´paro´(greve) fosse um grande ´paro´ cardíaco",praguejou o cubano que participa da cúpula de líderes do Caribe,em Margarita. Chávez insistiu na versão da conspiração contra seugoverno. "Querem desestabilizar o país, por isso vamos apertara porca." Por outro lado, o Tribunal Supremo de Justiça admitiuestudar pedido de anulação da Lei de Terras, feito por umdeputado. Essa lei, incluída num pacote econômico decretado porChávez, é a mais criticada pelo empresariado "por violar odireito constitucional da propriedade privada". Outro revés sofrido pelo presidente, além da greve, foia derrota de seu candidato nas eleições para a chefia doMovimento ao Socialismo (MAS). Rafael Jiménez foi derrotado porFelipe Mujica, um ferrenho adversário do presidente. O MASintegra a frente que apoia Chávez no Parlamento. Em meio a esse quadro, o sindicalista Carlos Ortega,líder da CTV, está ameaçando convocar uma nova greve contraChávez. "Antes, porém, vamos propor um diálogo ao governo."

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