Fidel diz que desconfia dos Estados Unidos, mas apoia negociações

Fidel diz que desconfia dos Estados Unidos, mas apoia negociações

Ex-presidente cubano quebrou silêncio sobre a retomada de relações diplomáticas entre Havana e Washington e disse não ser contra negociações

O Estado de S. Paulo

27 de janeiro de 2015 | 01h29


HAVANA - O ex-presidente de Cuba Fidel Castro quebrou na noite da segunda-feira, 26, o silêncio sobre as negociações entre a ilha e os Estados Unidos para normalizar suas relações, anunciada em dezembro pelos presidentes Raul Castro e Barack Obama. Apesar de dizer que não confia na política de Washington, Fidel apoiou as negociações e disse que as diferenças entre os dois países se resolverão mediante cooperação.

"Não confio na política dos Estados Unidos e não troquei sequer uma palavra com eles, mas isso não significa, porém, que eu seja contra uma solução pacífica para os conflitos", afirmou Castro em uma carta enviada para uma federação estudantil.

"Defenderemos sempre a cooperação e a amizade com todos os povos do mundo - entre eles, nossos adversários políticos", continuou o ex-presidente, que está com 88 anos e há mais de um ano não aparece em público.

A carta foi lida por um dirigente universitário em uma aula magna na Universidade de Havana, onde cinco membros da inteligência do país - três dos quais soltos pelos EUA como parte do acordo - foram homenageados.

Ainda segundo Fidel, seu irmão, Raul Castro, "deu os passos pertinentes de acordo com suas prerrogativas e as capacidades que lhe foram concedidas pela Assembleia Nacional e o Partido Comunista".

A carta de Fidel foi assinada e datada ao meio dia da segunda-feira, 26. / AP

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