Fidel diz que Obama tem pouco de diferente a oferecer

O líder cubano Fidel Castro opinou hoje, em artigo, que o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, tem pouco de diferente a oferecer como um mandatário apegado aos interesses do poder - apesar de ser primeiro negro a presidir os EUA e de sofrer com racismo.

AE-AP, Agencia Estado

12 Novembro 2009 | 19h41

Segundo o ex-mandatário cubano, tanto Obama quanto os norte-americanos são "vítimas" de "um sistema insustentável e incompatível com a vida da humanidade", em referência ao modelo de consumo capitalista que, para o líder cubano, ameaça o meio ambiente e terá consequências imprevisíveis.

"O Obama inteligente e rebelde que sofreu a humilhação e o racismo durante a infância e a juventude compreende, mas o Obama educado e comprometido com o sistema e com os métodos que o conduziram à presidência dos EUA não pode resistir à tentação de pressionar, ameaçar e até mesmo enganar os outros", escreveu.

Fidel também sugeriu que a direita norte-americana não permitirá que Obama tente se reeleger. "O setor mais direitista nos EUA tentará limitar o mandato de Obama a um período de quatro anos de governo. Um Nixon, um Bush ou alguém mais parecido a Cheney serão de novo presidentes", afirmou. "Como eu lamento ter que criticar Obama, conhecendo que, nesse país (os EUA), existem outros possíveis presidentes piores que ele", escreveu Fidel num dos seus artigos.

Fidel comentou a viagem que Obama iniciou hoje à Ásia. Segundo ele, mesmo que Obama se reúna com outros líderes, "como vai resolver os problemas climáticos?" e "o que poderá oferecer a Hu Jintao (presidente chinês) se sua política é francamente protecionista para golpear as importações (da China)?"

Fidel também colocou em dúvida a capacidade de Obama em recuperar a economia norte-americana. Fidel também se mostrou preocupado com o futuro do acordo militar firmado entre a Colômbia e os EUA, que permitirá o uso de bases militares na Colômbia por tropas norte-americanas.

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