EFE/Archivo/Randy Rodríguez
EFE/Archivo/Randy Rodríguez

Fidel foi minha família, diz Elián González 

Hoje com 21 anos, cubano esteve no centro de uma batalha de custódia internacional travada por Fidel contra os EUA para o retorno do garoto à ilha

O Estado de S. Paulo

27 de novembro de 2016 | 16h47

Elián González, o centro de uma batalha de custódia internacional travada por Fidel Castro contra os EUA há quase duas décadas, voltou a ganhar atenção pública neste domingo, 27, ao elogiar o líder que lutou pelo seu retorno para Cuba. 

Ecoando as adulações da mídia estatal cubana, Elián disse à TV do governo que o legado do líder viverá após sua morte. "Não está certo falar de Fidel no passado, mas sim de Fidel no futuro", disse o rapaz. "Hoje, mais do que nunca, ele é onipresente." 

Elián tinha 5 anos quando ele, sua mãe e outros cubanos tentaram cruzar o mar entre Cube e os EUA em 2000. Sua mãe morreu durante a travessia, mas ele sobreviveu e foi levado para a Flórida. Uma acirrada disputa teve início entre seus parentes nos EUA, que queriam que ele ficasse com eles, e seu pai em Cuba. 

Fidel tornou a história em uma célebre causa nacional e conduziu grandes manifestações pedindo o retorno de Elián para seu pai. As autoridades americanas acabaram cedendo e o enviaram de volta à ilha. 

"Fidel era um amigo que, em momento de dificuldade, foi minha família, meu pai, e tornou possível para mim voltar para o meu pai, para Cuba", disse Elián, hoje com 21 anos.  

Ele falou enquanto trabalhadores preparavam a Praça da Revolução, na capital cubana, para dois dias de tributos ao líder. Centenas de milhares são esperados para as manifestações e homenagens a partir de amanhã, sob a sombra do monumento ao herói da independência Jose Marti e da enorme escultura do líder revolucionário Ernesto "Che" Guevara. Uma missa pública deverá ser celebrada na praça na terça-feira. / AP  

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