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Fidel já toma decisões de governo, diz assessor

O líder cubano Fidel Castro está se recuperando bem e já participa das principais decisões do governo, disse o presidente do Parlamento, Ricardo Alarcón, nesta quinta-feira, 15. Ele ressalvou, entretanto, que ainda não está claro quando e como Fidel poderá reassumir a liderança do país. Fidel, que completou 80 anos em 2006, não é visto em público desde que transferiu há sete meses e meio o poder a seu irmão Raúl por problemas de saúde."Ele está muito bem. Está atravessando o processo de recuperação e reabilitação", disse Alarcón a jornalistas após uma audiência parlamentar sobre o processo eleitoral cubano. "Fidel não abandonou suas atividades. Ele tem participado das principais decisões", completou. As declarações de Alarcón, um dos principais assessores de Fidel, são o mais recente sinal de otimismo sobre a saúde do homem que governou Cuba desde o triunfo da revolução, em 1959.Alarcón disse ainda que o Parlamento pode voltar a postular Fidel para continuar presidindo os conselhos de Estado e de Ministros nas eleições de março de 2008."Eu pediria. Estou convencido que ele estará em perfeitas condições para continuar assumindo essa responsabilidade", disse ele.As eleições de Cuba são a cada cinco anos. A população elege os deputados, que por sua vez escolhem o presidente dos Conselhos de Estado e de Ministros.Sinais de recuperaçãoApós um longo silêncio, Fidel deu nas últimas semanas sinais de recuperação.No dia 27 de fevereiro ele participou durante meia hora de um programa de rádio do presidente venezuelano, Hugo Chávez. Segundo a imprensa estatal, na segunda-feira ele falou por telefone com Chávez e com o presidente haitiano, René Préval.Já de acordo com a edição desta quinta-feira do diário espanhol El País, o líder cubano teria voltado à sua velha personalidade falante e estaria bem o suficiente para dar um longo passeio ao lado do seu amigo pessoal e escritor colombiano Gabriel Garcia Marquez. "Fidel tem estado e está muito envolvido, muito conectado, muito ativo em todo o conjunto de decisões importantes que se tomam neste país", disse Alarcón. "O que acontece é que ele não está fazendo da mesma maneira que fazia antes, porque tem que dedicar boa parte de seu tempo a se recuperar fisicamente."

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