Fidel recusa anestesia geral para não deixar de governar

Demonstrando que mantém firme controle sobre Cuba, mesmo depois de ter fraturado o joelho e o braço numa queda acidental, o presidente Fidel Castro contou que tratou de negócios do governo por telefone celular enquanto era transportado de ambulância e recusou-se a tomar anestesia geral, para não perder a consciência. "Não parei de cumprir as tarefas pelas quais sou responsável, em coordenação com outros camaradas", escreveu Fidel, de 78 anos, numa longa nota lida na noite de quinta-feira na tevê estatal. Fidel relatou ter sido submetido a uma operação de 3 horas e 15 minutos para reparar seu joelho esquerdo, quebrado em oito pedaços, e também teve imobilizado o braço direito, que sofreu uma fissura. Ele disse ter mantido a consciência durante todo o tempo, tendo sido anestesiado apenas da cintura para baixo, a fim de que pudesse "tratar de vários assuntos importantes" com seu chefe de gabinete, que permaneceu a seu lado na sala de cirurgia. Antes, segundo Fidel, ele manteve contato com seu escritório por telefone celular enquanto era transportado de ambulância para Havana desde Santa Clara, a cidade central cerca de três horas de distância onde ocorreu o acidente. A mensagem de Fidel parece ter sido uma tentativa de afastar qualquer dúvida sobre sua capacidade de governar a nação comunista de 11,2 milhões de habitantes depois de 45 anos no poder.

Agencia Estado,

22 Outubro 2004 | 17h01

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