Fiji pede imparcialidade da Austrália e Nova Zelândia

O novo primeiro-ministro fijiano, Jona Senilagakali, pediu nesta quinta-feira que a Austrália e a Nova Zelândia não interfiram nos assuntos internos de Fiji. "A situação no país é um problema interno de Fiji. Peço à Austrália e à Nova Zelândia que respeitem a nossa soberania e nos deixem em paz. Deixem que nós cuidemos do problema e mostraremos que nada vai acontecer. Até o momento não correu sangue", disse.Senilagakali deu as declarações após assumir o cargo, nomeado pelo general Frank Bainimarama, que tomou o poder com um golpe de Estado esta semana. O novo governante fijiano, um médico de 77 anos respeitado no país, disse que tinha aceitado o cargo apenas pensando no interesse de Fiji."Quero iniciar um sistema que acabe com a corrupção, ajude os pobres e elimine o ódio, especialmente o dos fijianos nativos pelos de origem indiana", afirmou. Senilagakali anunciou a sua esperança em convocar eleições democráticas o mais cedo possível. Mas insistiu que "Fiji precisa de outro tipo de democracia"."De que tipo de democracia estamos falando? A democracia pode servir para Austrália e Nova Zelândia, mas obviamente não serve para Fiji", afirmou o novo primeiro-ministro.O Grande Conselho de Chefes tribais, instituição que tem o poder de nomear o presidente de Fiji, cancelou nesta quarta-feira sua reunião prevista para a próxima semana. Fiji sofreu quatro golpes de Estado nos últimos 20 anos. O anterior havia sido dado pelo empresário George Speight. Ele queria maiores poderes para os fijianos indígenas, que formam 51% da população. Os de origem indiana são 44%.

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