Filha de brasileira orienta Bloomberg sobre obra

Defensora do centro islâmico, Fátima Shama coordena assuntos relacionados à imigração em Nova York

, O Estado de S.Paulo

14 de agosto de 2010 | 00h00

A filha de uma brasileira e de um palestino tem servido de conselheira para o prefeito de Nova York, Michael Bloomberg, na polêmica sobre a construção de um centro islâmico a dois quarteirões do Marco Zero. De acordo com a muçulmana Fátima Shama, tida por muitos como braço direito do prefeito, a obra é fundamental para a integração das religiões.

Segundo reportagem do New York Times, publicada ontem, Fátima disse ao prefeito que tem três filhos e queria um lugar na cidade para dividir sua fé islâmica com amigos. "Este pode ser o lugar", disse Shama a Bloomberg, referindo-se ao centro islâmico.

Aos 37 anos, Fátima já foi secretária da Educação. No ano passado, assumiu o comando de assuntos de imigração da cidade, uma das mais cosmopolitas do mundo. Fluente em português, espanhol, francês, italiano, árabe e inglês, Fátima conversou com o Estado em outubro. Na época, ela comentou sua relação com o prefeito. "Bloomberg sempre pergunta da situação dos palestinos", disse - o prefeito não tem tanta curiosidade sobre o Brasil.

Além da proximidade de Fátima, também pesou na posição de Bloomberg o preconceito que ele sofreu no passado por ser judeu. Quando era criança, viu seus pais serem vítimas de antissemitismo em Massachusetts. Na visão do prefeito, o preconceito contra os judeus é tão grave como a islamofobia e os EUA devem sempre defender a liberdade religiosa.

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