Filha de Kadafi denuncia Otan por crimes de guerra

Motivo da denúncia é o bombardeio feito pela Otan em 30 de abril sobre Trípoli, no qual, segundo o regime líbio, morreram o filho mais novo, três netos e outros parentes de Kadafi

Efe,

08 de junho de 2011 | 05h29

BRUXELAS - Aicha Kadafi, filha do líder líbio, Muammar Kadafi, apresentou uma denúncia na Bélgica contra a Otan por considerar que a organização internacional cometeu crimes de guerra ao bombardear a população civil em Trípoli, segundo publica nesta quarta-feira, 8, a imprensa belga.

 

O litígio iniciado por Aicha Kadafi no Tribunal Federal Belga e no Tribunal de Bruxelas também pretende anular o bloqueio de bens do regime líbio que a União Europeia (UE) decidiu impor ao Executivo de Muammar Kadafi, segundo informa em seu site a emissora pública belga RTBF.

 

O fato central da denúncia é o bombardeio levado a cabo pela Otan em 30 de abril sobre Trípoli, no qual segundo o regime líbio morreram o filho mais novo de Kadafi, Seif al-Arab, de 29 anos, assim como três de seus netos e outros parentes.

 

Os advogados da filha de Kadafi consideram que a decisão dos aliados de tomar a população civil como alvo constitui "um crime de guerra", segundo disse um dos letrados em declarações recolhidas pela RTBF.

 

A resolução 1973 do Conselho de Segurança da ONU autoriza a Otan a tomar medidas militares para proteger a população líbia, mas não contempla que se possa atacar civis nem mesmo em caso de guerra, segundo os advogados, que consideram que o ataque foi deliberado.

 

A denúncia aponta como responsável pelos fatos a Otan, que tem sua sede em Bruxelas, pelo que os letrados consideram que a jurisdição belga é competente para decidir sobre o caso.

Tudo o que sabemos sobre:
Líbia, Kadafi, OTAN

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.