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Filha de Stalin morre nos EUA aos 85 anos

Única filha e última descendente de Josef Stalin morreu de câncer em Wisconsin

O Estado de S.Paulo

29 de novembro de 2011 | 03h02

MEMÓRIA: Lana Peters, 1926 - 2011

 

Seus três nomes foram marcos de uma sinuosa e surpreendente trajetória que a levou do Kremlin de Stalin - onde era a "pequena princesa" - a uma celebrada fuga para o Ocidente, passando por um intrigante retorno à União Soviética, que culminou finalmente em décadas de obscuridade e pobreza.

 

Após seu nascimento, em 28 de fevereiro de 1926, ela foi batizada Svetlana Stalina - a única filha e última descendente direta viva de Josef Stalin. Depois da morte do líder soviético, em 1953, ela assumiu o sobrenome de sua mãe: Alliluyeva. Em 1970, após sua fuga e o casamento com um americano, ela se tornou e permaneceu Lana Peters.

 

A filha de Stalin morreu de câncer no dia 22, em Richland, no Estado de Wisconsin, aos 85 anos. Assim como os últimos anos de sua vida, sua morte ocorreu longe da vida pública.

 

A proeminência inicial de Svetlana veio do fato de ela ser filha de Stalin, uma distinção que alimentava a curiosidade de todos sobre sua vida por três continentes, durante décadas. Ela afirmava odiar seu passado. Mesmo assim, beneficiou-se dele e do nome infame do pai ao escrever duas autobiografias best-sellers.

 

Muito depois de fugir de seu país, ela aparentava estar sempre buscando algo, envolvendo-se com religiões, apaixonando-se e movendo-se constantemente.

 

A fuga da URSS a levou à Índia, Europa e depois aos EUA. Voltou a Moscou em 1984 e foi de lá para a Georgia soviética. Seguindo conselhos de amigos, retornou aos EUA, morou na Grã-Bretanha e na França; voltou aos EUA e assim viveu.

 

Sua vida começou com um relacionamento apaixonado com Stalin. Svetlana tornou-se uma celebridade em seu país e milhares de bebês foram batizados com seu nome. O momento mais obscuro de sua infância ocorreu em 1932, quando sua mãe, a segunda mulher de Stalin, cometeu suicídio. Em suas memórias, a filha de Stalin contou que seu primeiro amor, um cineasta judeu, amargou dez anos na Sibéria por ordem do pai ciumento. Antes de chegar a Nova York pela primeira vez, em 1967, a KGB já discutia planos para assassiná-la. (NYT)

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