Filho de Fidel desmente novos rumores sobre morte de líder

De acordo com jornalista venezuelano, o regime cubano estaria se preparando para fazer anúncio até amanhã

HAVANA, O Estado de S.Paulo

13 de outubro de 2012 | 03h03

Um dos filhos do líder cubano Fidel Castro, Alex Castro, desmentiu ontem rumores de que seu pai estaria morto. Os boatos ganharam força depois que o jornalista venezuelano Nelson Bocaranda garantiu, também ontem, que Fidel teria sofrido morte cerebral, o que o governo anunciaria até amanhã.

Bocaranda, o jornalista que revelou em primeira mão o câncer do presidente venezuelano Hugo Chávez, afirmou que Fidel está sendo mantido vivo por aparelhos e a intenção seria esperar para fazer o anúncio apenas depois de concluído o processo eleitoral na Venezuela.

Ainda de acordo com o texto publicado no blog do jornalista, o "sinal" de que o presidente cubano, Raúl Castro, anunciaria a morte do irmão seria o envio de tropas e tanques para as ruas de diversas cidades cubanas.

O desmentido de Alex Castro foi publicado pelo blog de um apoiador do regime cubano, Yohandry Fontana, e reproduzido por diversos veículos ligados ao governo. "O Comandante tem bom estado de saúde, realiza suas atividades diárias, faz exercícios, lê e se mantém bem", afirmou o filho de Fidel.

O relato de Alex Castro teria sido feito durante a inauguração de uma exposição de fotos de Fidel na cidade de Guantánamo. O filho do líder, formado em engenharia química, enveredou pela fotografia e registrou momentos da vida e das atividades do pai para compor a mostra.

A saúde de Fidel é alvo constante de rumores, que se espalham com particular força nas rede sociais e entre os veículos de comunicação ligados aos opositores do regime no exílio. Desta vez, os boatos são alimentados pela falta de um telefonema de cumprimentos a Hugo Chávez pela reeleição no domingo e pelo fato de o último artigo de Fidel no site oficialista Cuba Debate ter sido publicado em junho.

Planos. A Agência Central de Inteligência americana (CIA) publicou ontem um novo lote de 2,7 mil documentos secretos produzidos entre 1961 e 1964. Entre os papéis, há planos para assassinar Fidel Castro envolvendo até mesmo a participação de mafiosos dos EUA, com uma recompensa de US$ 150 mil.

Os documentos divulgados após o fim do sigilo faziam parte dos papéis de Robert Kennedy, secretário de Justiça, irmão e conselheiro do presidente americano John Kennedy.

A CIA, de acordo com os papéis, conversou com a máfia e com exilados cubanos anticastristas para assassinar Raúl, irmão de Fidel e atual presidente, e o líder Che Guevara. A intenção era frear o avanço da revolução enquanto ela ainda não tivesse consolidado o poder. / AP e AFP

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