EFE/ Bandar Algaloud
EFE/ Bandar Algaloud

Filho de jornalista assassinado em Istambul deixa a Arábia Saudita e chega aos EUA

Autoridades sauditas, que receberam o rapaz na terça-feira em Riad, teriam retirado a proibição de deixar o país que pesava sobre ele

O Estado de S.Paulo

25 de outubro de 2018 | 16h01
Atualizado 26 de outubro de 2018 | 13h17

WASHINGTON - O filho mais velho do jornalista saudita assassinado Jamal Khashoggi e sua família chegaram nesta quinta-feira, 25, a Washington em um voo vindo da Arábia Saudita, de acordo com duas fontes próximas da família. Mais cedo, a organização Human Rights Watch (HRW) havia informado que eles tinham deixado a Arábia Saudita depois que o governo suspendeu a proibição de viagens imposta a ele. 

Salah Khashoggi, segundo uma fonte, detém dupla nacionalidade (saudita e americana) e deixou a Arábia Saudita na quarta-feira. As fontes não deram mais detalhes.

A partida de Salah Khashoggi ocorreu um dia depois de uma reunião no Palácio Yamama em Riad, na qual ele e outros membros da família receberam condolências do rei Salman e seu filho, o príncipe herdeiro Mohammed bin Salman. Uma fotografia da reunião publicada pela agência oficial da imprensa saudita mostrou Salah olhando friamente para o príncipe quando se cumprimentaram.

Autoridades turcas e alguns parlamentares dos EUA alegam que o príncipe herdeiro ordenou a operação em que Jamal Khashoggi foi torturado e morto no consulado saudita em Istambul no início deste mês. 

Nesta quinta-feira, a agência estatal saudita afirmou que promotores sauditas disseram que o assassinato foi planejado, contrariando a primeira versão de que a morte havia sido o resultado de uma briga no local e a seguinte, de que ela resultou de uma operação, sem o conhecimento do príncipe, que deu errado. 

Jamal Khashoggi, jornalista crítico do regime saudita e colunista do jornal Washington Post, foi assassinado em 2 de outubro no consulado saudita em Istambul, onde foi buscar documentos para poder se casar. / AFP 

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.