AFP PHOTO / Mahmud TURKIA
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Filho de Kadafi concorrerá às eleições presidenciais da Líbia

Porta-voz disse que Saif al-Islam Kadafi, segundo filho do ex-ditador líbio e considerado seu herdeiro não oficial, apresentará programa eleitoral com base em 'política compreensiva, de segurança e com uma visão social' para salvar o país

O Estado de S.Paulo

20 Março 2018 | 15h00

TÚNIS - Saif al-Islam Kadafi, filho do ex-ditador líbio Muamar Kadafi, anunciou nesta terça-feira, 20, através de seu representante em Túnis, na Tunísia, que concorrerá às eleições presidenciais da Líbia, previstas para o fim deste ano.

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O porta-voz Ayman Boras antecipou que Saif comparecerá publicamente nos próximos dias para falar ao povo líbio e anunciar um programa eleitoral com base em uma "política compreensiva, de segurança e com uma visão social".

"Ele não busca o poder, apenas salvar a Líbia. Está aberto a todos aqueles que querem o bem do país, seja de maneira local, regional ou internacional. Saif é livre e desfruta de todos os seus direitos civis, e o faz atualmente em território líbio", declarou Boras.

O segundo filho de Kadafi - considerado seu herdeiro não oficial - foi capturado em novembro de 2011, pouco depois do assassinato do pai, e libertado após seis anos de retenção pelas milícias locais de Zintane, no oeste do país, aliadas do general Khalifa Hafter. Em 2015, ele foi codenado à morte por um tribunal do país, mas a pena não foi aplicada.

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No entanto, ele ainda é alvo de uma ordem de detenção do Tribunal Penal Internacional da Haia, acusado de crimes contra a humanidade cometidos tanto durante o regime do pai como durante a guerra civil.

Saif, de 44 anos, estudou na London School of Economics e se tornou a face amigável do regime, um possível sucessor bem conectado ao Reino Unido e à Itália que durante a insurgência que resultou na morte de seu pai tentava reconciliação o governo líbio com a comunidade internacional.

Depois de a comunidade internacional contribuir para a vitória dos rebeldes sobre a longa ditadura de Kadafi, em 2011, a Líbia se tornou um Estado falido, vítima do caos e da guerra civil.

Atualmente há dois governos no país: um sustentado pela ONU, no oeste, e outro tutelado pelo general Hafter, antigo líder da oposição a Kadafi recrutado pela CIA, que controla o leste do país.

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O novo plano de ação impulsionado pela ONU visa chegar a um acordo entre Trípoli e Tobruk que permita convocar eleições legislativas e consolidar uma estrutura de poder único, como passos para tentar encerrar o conflito armado líbio. / EFE

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