Juan Barreto / AFP
Juan Barreto / AFP

Filho de Maduro teria transportado ‘pacotes suspeitos’ de ilha visitada por El Chapo, diz ex-militar

Ex-capitão Sunny Balza Dugarte afirmou que pessoas ‘próximas’ ao governo do líder chavista se encontravam com o narcotraficante mexicano na Ilha de Margarita

O Estado de S.Paulo

11 Agosto 2017 | 10h53

BOGOTÁ - Um ex-militar da Venezuela garantiu na quinta-feira 10 que "Nicolasito", filho do presidente Nicolás Maduro, transportou "pacotes desconhecidos" pelo aeroporto de Ilha de Margarita, e acrescentou que pessoas "próximas" ao governo venezuelano mantiveram encontros com o narcotraficante mexicano Joaquín "El Chapo" Guzmán na mesma região.

Em entrevista à emissora de televisão colombiana NTN24, o ex-capitão venezuelano Sunny Balza Dugarte, que busca asilo político nos EUA, assegurou que "os carregamentos eram realizados durante as horas noturnas por caminhonetes que entravam diretamente na pista com pacotes desconhecidos".

A operação, segundo Balza, era realizada na rampa militar do Aeroporto Internacional do Caribe Santiago Mariño, localizado na Ilha de Margarita, e não tinha "nenhum tipo de controle aeroportuário, nem de narcóticos".

O ex-militar, contra quem pesa uma ordem de prisão na Venezuela, não descartou que os pacotes pudessem conter substâncias ilícitas "pelo tipo de embalagem". Eles eram então colocados em "aeronaves de propriedade da estatal petrolífera PDVSA".

De acordo com Balza, os filhos de Cilia Flores, mulher de Maduro, e o vice-presidente venezuelano, Tareck El Aissami, utilizavam o terminal aéreo para transportar "pacotes suspeitos".

O ex-capitão também revelou que "Nicolasito" participou de "orgias com dezenas de mulheres" durante sua estadia na Ilha de Margarita, junto a "seus assessores, encarregados de efetuar os vínculos com a Guarda Nacional, e membros da diretoria da PDVSA e do alto comando militar".

Na entrevista, Sunny Balza Dugarte ainda mencionou que pessoas "próximas" ao governo de Maduro tiveram encontros na Ilha de Margarita com o traficante mexicano Joaquín "El Chapo" Guzmán e outros integrantes do Cartel de Sinaloa.

Balza, que foi comandante da unidade militar anexada ao aeroporto da ilha, disse que "El Chapo" - hoje preso nos EUA - chegava por via marítima "a cada dois ou três meses" e "se alojava na área de El Yaque, onde possui propriedades". / EFE

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