Mohammed Mashhor/Reuters
Mohammed Mashhor/Reuters

Filho de Osama bin Laden pede união aos extremistas na Síria

Em uma mensagem de áudio divulgada na internet, Hamza bin Laden, de 23 anos, afirmou que a luta no território sírio abre caminho ‘para a libertação da Palestina’

O Estado de S. Paulo

10 Maio 2016 | 11h05

DUBAI - O filho de Osama bin Laden, fundador da rede Al-Qaeda e morto em 2011, fez um apelo aos extremistas na Síria para que se unam, destacando que a luta no país devastado pela guerra abre caminho para a "libertação” do território palestino.

"A nação islâmica deve se concentrar na 'jihad' na Síria e com base na unificação das fileiras dos mujahedin (combatentes islâmicos) lá", declarou Hamza bin Laden, de 23 anos, em uma mensagem de áudio divulgada na internet.

"Não há mais desculpas para aqueles que insistem em querer a divisão e as disputas, agora que o mundo inteiro se mobilizou contra os muçulmanos", acrescentou, sem especificar nomes.

O braço sírio da Al-Qaeda, a Frente Al-Nusra, ocupa diferentes regiões da Síria e conta com o apoio de vários grupos islamistas e salafistas. O Estado Islâmico, grande rival da Al-Nusra, também controla largas faixas desse território.

Para o filho de Bin Laden, a Síria "é o melhor campo de batalha para chegar à libertação de Jerusalém". "O caminho para libertar a Palestina é, hoje, mais curto, graças à revolução na Síria", completou.

Segundo a Inteligência americana, Hamza era o filho preferido de Osama bin Laden, mentor dos atentados do 11 de Setembro nos EUA.

A gravação sem data do filho de Bin Laden surgiu depois de um apelo feito pelo atual líder da Al-Qaeda, Ayman al-Zawahiri, o qual também fez um pedido pela união dos extremistas na Síria, criticando o Estado Islâmico.

"A unidade hoje é uma questão de vida e morte", disse Al-Zawahiri na mensagem divulgada na internet no sábado, de acordo com um grupo de monitoramento de sites islamistas. /AFP

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