Filho de presidente de Moçambique é acusado de matar jornalista

Um homem acusado do assassinato do mais celebrado jornalista investigativo de Moçambique apresentou cheques assinados que, segundo ele, implicam o filho do presidente Joachim Chissano no homicídio.Na quinta-feira, Momade Assife Abdul Satar, um agiota, apresentou quatro cheques assinados por Nhimpine, garantindo que eles provavam que o filho de Chissano pagou pelo assassinato. Satar afirmou que a pedido de Nhimpine ele pagou a Anibal dos Santos Jr. o equivalente a US$ 50.000 para organizar o crime.Os cheques são datados de 23 de novembro de 2000, um dia depois da morte de Carlos Cardoso, e vieram de uma conta dacompanhia Expresso Tours, de Nhimpine Chissano. Os cheques eram ao portador. Satar garante que a assinatura nos cheques é de Nhimpine. Não ficou claro se os cheques foram descontados.Satar disse não ter recibos das transações entre Nhimpine e Anibal, que escapou da prisão em 1º de setembro. "Tudo foi feito na base da confiança", explicou.Satar afirmou que agiu apenas como intermediário nospagamentos e não sabia ao que se referiam até que Anibal o teriarevelado na prisão. "Eu não suspeitava de nada", defendeu-se.Cardoso, ex-proprietário e editor do diário Metical, foi morto em novembro de 2000 quando pistoleiros saíram de um carro e atiraram contra ele e seu motorista.Ele investigava o maior escândalo bancário do país, no qual US$ 14 milhões foram furtados do Banco Comercial de Moçambiqueem 1996. Seis homens estão sendo investigados em relação aocrime.

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