Samuel Corum / The New York Times
Samuel Corum / The New York Times

Filho de Trump se reuniu com advogada russa antes das eleições para obter informações sobre Hillary

Presidente americano admitiu a informação em sua conta no Twitter, ressaltando que encontro foi ‘totalmente legal’ e que isso é algo habitual na política

O Estado de S.Paulo

06 Agosto 2018 | 10h41

WASHINGTON - O presidente dos EUA, Donald Trump, admitiu que seu filho se reuniu com uma advogada russa antes das eleições presidenciais americanas para obter informações sobre sua então rival, Hillary Clinton. Contudo, ele garantiu que foi "totalmente legal" e que se trata de algo habitual na política.

Trump qualificou como "notícias falsas" as informações de vários veículos de imprensa americanos sobre uma suposta preocupação dele com os problemas legais envolvendo Donald Trump Jr. por essa reunião.

"Notícias falsas informam, em uma fabricação completa, que estou preocupado com a reunião do meu maravilhoso filho, Donald, na Torre Trump", disse o republicano em sua conta no Twitter no domingo. "Foi uma reunião para obter informações sobre um oponente, totalmente legal e que acontece sempre na política. Não se chegou a lugar algum. Eu não sabia", acrescentou.

Há dez dias, Trump negou as alegações de seu ex-advogado Michael Cohen de que sabia sobre a reunião que Donald Trump Jr. manteve com a advogada russa Natalia Veselnitskaya em junho de 2016.

Cohen, que durante anos foi um dos mais próximos colaboradores de Trump, é investigado pelo procurador especial Robert Mueller, que tenta provar se a equipe do presidente se uniu ao Kremlin para prejudicar a candidata democrata e vencer a eleição.

O ex-advogado de Trump afirmou ainda que o republicano sabia da reunião mantida entre Donald Trump Jr. e Natalia, da qual também participaram o assessor e genro de Trump, Jared Kuschner, e o então chefe de campanha de Trump, Paul Manafort.

A reunião com a advogada russa na Torre Trump de Nova York é uma das peças-chave da investigação sobre a possível ingerência russa nas eleições de 2016. Por esse motivo, Trump Jr. teve de comparecer perante as comissões do Congresso que investigam os supostos laços entre o Kremlin e a campanha do magnata. / EFE

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