Filho do ex-ditador Stroessner morre no Paraguai

O filho mais velho do ditador paraguaio Alfredo Stroessner morreu no Paraguai, e um ativista dos direitos humanos disse hoje que isso torna ainda mais difícil recuperar a enorme fortuna acumulada por sua família. Gustavo Stroessner, ex-coronel da Força Aérea, morreu ontem, aos 66 anos, de câncer de pulmão.

AE, Agência Estado

21 de fevereiro de 2011 | 18h58

Gustavo fugiu com seu pai quando o ditador caiu e passou duas décadas exilado no Brasil. O ex-ditador morreu em 2006 aos 93 anos, em Brasília. Seu filho retornou à Assunção no ano passado depois que um juiz determinou que o estatuto de limitações sobre as acusações de enriquecimento ilegal haviam expirado.

A morte de Gustavo Stroessner significa que o Paraguai pode nunca saber o que aconteceu com a fortuna, que pode chegar a bilhões de dólares, disse Martin Almada, ativista dos direitos humanos. "Pela lei, quando alguém morre, as ações contra essa pessoa morrem também. Então, o que tenho a fazer agora é pedir ao advogado geral do país que faça uma investigação dos ativos, obtidos desonestamente, para que possam ser recuperados pelo Estado", disse Almada, que afirma que a fortuna da família foi transferida para Alfredo Stroessner Dominguez, neto do ditador.

Stroessner Dominguez, senador pelo Partido Colorado, estava fora da capital hoje e não estava disponível para falar, disse sua secretária. Almada é um ex-prisioneiro político que dirige o Museu do Horror do Paraguai, onde dispositivos de tortura da polícia secreta de Stroessner estão em exposição. As informações são da Associated Press.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.