Filho mais novo de Muamar Kadafi morre em confronto em Bani Wali

Khamis foi morto em Bani Walid, cidade que fica a 90 quilômetros do sudeste de Trípoli

Agência Efe,

21 de outubro de 2012 | 02h59

TRÍPOLI - Khamis, o filho mais novo do ditador Muammar Kadafi, foi morto neste sábado, 20, em Bani Walid, no sudeste da capital líbia, informou Anouar Echouan, um dos chefes da milícia "Escudo da Líbia", filiada às forças oficiais. Ele morreu durante um confronto que começou pela manhã em Bani Walid, cidade 90 quilômetros ao sudeste de Trípoli, e palco de enfrentamentos entre milícias locais e forças regulares desde o início da semana.

 

As autoridades da Líbia tinham dado Khamis como morto no final de agosto de 2011, durante a conhecida como Batalha de Tarhuna que aconteceu na cidade pouco depois da queda de Trípoli pelas mãos dos insurgentes, em 20 de agosto. Segundo a fonte, o corpo de Khamis, líder de uma das brigadas de elite mais temidas do antigo regime, foi transferido ao hospital de Misrata, para onde há exatamente um ano foi enviado o corpo de seu pai, assassinado depois de ser capturado por milicianos em Sirte, sua cidade natal.

 

O porta-voz do Parlamento líbio, Omar Humeidan, explicou à rede "Líbia al Ahrar" que em um primeiro momento Khamis ficou ferido durante os combates, em que segundo fontes médicas morreram até o momento 22 combatentes das forças oficiais e outros 200 ficaram feridos. O filho de Kadafi, no entanto, morreu quando era trasladado a um hospital de Misrata, de onde é originária a milícia "Escudo da Líbia" ("Deraa Líbia", em árabe).

 

Ao comando da brigada que levava seu nome, Khamis foi o responsável, nos primeiros momentos do levantamento popular armado que eclodiu em fevereiro de 2011, de reprimir os insurgentes no leste do país. Em 20 de outubro de 2011, mesmo dia em que Kadafi foi capturado, torturado e morto em uma situação ainda não esclarecida, seu filho Mutasim também foi detido e assassinado.

 

Seus outros filhos Mohammed, Aisha e Hanibal se refugiaram com sua mulher Sofia na Argélia, onde ainda estão sob proteção das autoridades deste país, que os acolheram por "razões humanitárias".

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