Filhos de Mubarak são acusados de fraude no Egito

Os dois filhos do ex-presidente egípcio Hosni Mubarak serão processados por fraudes em transações com ações, disse o Ministério Público na quarta-feira, três dias antes do veredicto de um tribunal a respeito de outro processo por corrupção.

REUTERS

30 Maio 2012 | 18h33

Gamal e Alaa Mubarak são réus junto com o pai num caso em que o ex-presidente é acusado de desvio de verbas e de cumplicidade com a morte de manifestantes durante a rebelião que o depôs, no ano passado. O veredicto desse processo está previsto para sábado.

O filho mais velho de Mubarak, Alaa, é empresário. Gamal, o caçula, foi executivo bancário e era visto como possível sucessor do pai. Ambos estão na casa dos 40 anos.

Em nota, a promotoria egípcia disse que Alaa, Gamal e sete outras pessoas foram denunciadas por violações da Bolsa e do Banco Central, o que lhes permitiu obter lucros fraudulentos em transações com ações no banco local Al Watany, que tem ações na Bolsa.

Os acusados foram libertados sob fiança e proibidos de viajar, à exceção de Gamal e Alaa, que continuam presos e tiveram seus bens congelados.

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