'Filial' do Estado Islâmico decapita 21 cristãos egípcios na Líbia

Execução em massa teria ocorrido em praia; Igreja Ortodoxa Copta do Egito confirma em nota a morte dos fiéis

O Estado de S.Paulo

16 de fevereiro de 2015 | 02h04

CAIRO - Militantes que se declaram leais ao grupo fundamentalista Estado Islâmico (EI) divulgaram ontem um vídeo que mostraria uma decapitação em massa de cristãos egípcios na Líbia. Segundo a agência de informações estatal do Egito, a Igreja Ortodoxa Copta confirmou que 21 cristãos egípcios que eram mantidos reféns pela afiliada do EI no país morreram.

O vídeo mostra vários homens vestidos com macacões cor de laranja sendo conduzidos por uma praia - cada um acompanhado de um militante mascarado. Os homens são obrigados a se ajoelhar e um outro militante, com trajes diferentes e falando inglês com sotaque americano, se dirige à câmera.

"A todos os cruzados: segurança para vocês será apenas um desejo, especialmente se vocês nos combaterem todos juntos. Portanto, lutaremos contra vocês todos juntos. No mar em que vocês esconderam o corpo do xeque Osama bin Laden, juramos a Alá que misturaremos o seu sangue", afirma o militante islâmico.

Logo após, os homens são decapitados simultaneamente. O narrador aponta para o norte e afirma: "Conquistaremos Roma com a permissão de Alá".

Os militantes que realizaram o vídeo intitulam seu grupo como Província de Trípoli do Estado Islâmico - que controla amplas regiões da Síria e do Iraque e resiste a uma ofensiva internacional liderada pelos EUA (mais informações nesta página). A autenticidade do vídeo não pôde ser comprovada independentemente.

O governo egípcio decretou sete dias de luto e o presidente Abdel-Fattah al-Sissi - que qualificou os mortos como "vítimas do terrorismo" - convocou uma reunião com sua cúpula de segurança. / AP e REUTERS

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