AFP PHOTO / MOHAMMED ABED
AFP PHOTO / MOHAMMED ABED

Filial do Estado Islâmico no Sinai anuncia rompimento com o Hamas

Anúncio foi feito em um vídeo de 22 minutos publicado em sites jihadistas, no qual o grupo ligado ao EI acusa militantes palestinos de 'se curvarem ao Ocidente'

O Estado de S.Paulo

04 Janeiro 2018 | 12h42

JERUSALÉM  - A filial do Estado Islâmico sediada na Península do Sinai rompeu nesta quinta-feira, 4, com o Hamas, grupo militante palestino que controla a Faixa de Gaza, após meses de uma rivalidade latente. O anúncio foi feito em um vídeo de 22 minutos publicado em sites jihadistas, no qual o grupo ligado ao EI pede ataques de seus partidários contra o Hamas. 

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Analistas que monitoram grupos palestinos dizem que o rompimento pode desestabilizar ainda mais a frágil situação de segurança no enclave palestino, governado há dez anos pelo Hamas e alvo de um bloqueio imposto por autoridades isralenses. 

“Nunca se rendam a eles: usem explosivos, pistolas com silenciadores e bombas caseiras contra seus prédios e instalações militares”, diz o narrador do vídeo, portando uma faca. “Esses são os pilares da tirania (do Hamas).”

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No vídeo, o EI condena as recentes operações do Hamas contra grupos jihadistas em Gaza e o fracasso do grupo em impedir o reconhecimento de Jerusalém como capital de Israel, anunciado no mês passado pelo presidente Donald Trump. 

A rivalidade entre os dois grupos começou há um ano, desde que o Hamas começou a perseguir militantes do EI no enclave palestino. O grupo também reforçou seu controle de fronteira com o Sinai, em uma tentativa de se reaproximar do governo egípcio, que combate a filial do EI no país. O Hamas também tem tentado reatar laços com a Autoridade Palestina, liderada pelo grupo secular Fatah. 

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 A filial do EI no Sinai tem ampliado ataques na região – o mais recente deles deixou 300 mortos numa mesquita. O grupo diz que o Hamas tem “seguido os passos dos infiéis ocidentais”. 

Apesar de não ter tanta influência em Gaza, o EI tem incitado ataques vindos do território contra Israel, na expectativa de que os israelenses retaliem o Hamas.  / WASHINGTON POST

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